terça-feira, 12 de novembro de 2019

INTRODUÇÃO AO MARKETING



Introdução ao Marketing

Conhecendo melhor o marketing

INTRODUÇÃO
O marketing pode ser considerado umas das áreas de maior força estratégica dentro das organizações, mas não foi sempre assim. Houve um tempo em que as organizações usavam estratégias voltadas para o mercado, mas de forma ainda não organizada e sistematizada.
Somente ao longo dos anos, a área de Marketing consolidou-se como diretoria e também conquistou papel ativo no Planejamento Estratégico e no processo de tomada de decisão das empresas.
Para entendermos um pouco melhor, vamos analisar os conceitos relacionados ao marketing e outros conceitos relacionados a ele, que compõem uma definição e aplicação, mais contemporânea do Marketing. Em termos práticos, pense em um produto ou serviço que você comprou no último mês, como foi motivado a adquiri-lo? Como ficou sabendo dele? Ou da marca? O que definiu sua compra? Preço? Local de compra? Necessidade?
São respostas a essas perguntas que as estratégias de marketing utilizadas pelas empresas tentam responder: entender como as preferências dos clientes e mantê-los fiéis, consistem nos grandes desafios dos gestores de marketing da atualidade.

CONCEITO DE MARKETING
O que é Marketing?
São muitos os autores que se aventuram a responder essa pergunta, além disso, ao longo dos anos, esses conceitos foram evoluindo junto com as práticas relacionadas à Gestão de Marketing. Trata-se de uma pergunta viva, dinâmica, em constante desenvolvimento.
Vamos conhecer alguns desses conceitos que os aproximam de uma resposta ao estado atual do que é Marketing:
Uma das primeiras definições utilizadas amplamente, inclusive por Kotler (1998), um dos mais famosos escritores de Marketing, está a definição da AMA (American Marketing Association):
O marketing é uma função organizacional e um conjunto de processos que envolvem a criação, a comunicação e a entrega de valor para os clientes, bem como a administração do relacionamento com eles, de modo que beneficie a organização e seu público interessado.
Apesar de a definição compreender pilares fundamentais do Marketing, como comunicação, valor e relacionamento, ela evoluiu. A AMA apresentou em 2008 uma nova proposta do conceito:
Marketing – atividade que agrega valor ao produto ou serviço, sendo esse valor benéfico não apenas para o cliente específico e para a organização, como também para a sociedade em seus processos de sustentabilidade.
Perceba que o conceito acompanhou as tendências sociais de sustentabilidade e se modificou, tornou-se mais filosófico, estimulando estratégias mais perenes e menos consumistas. As concepções mais estratégicas de marketing concebem o desenvolvimento de produtos e serviços que atendam essa ideia de sustentabilidade, fugindo das concepções mais mercadológicas e instantâneas do consumismo imediato e sem fidelização.

FIQUE POR DENTRO
CONHEÇA MELHOR A AMA:
Conheça mais sobre a AMA por meio do site oficial da organização:
www.marketingpower.com, lá você encontrará várias informações sobre Marketing e suas tendências.



REFLITA
Agora que você já entendeu que o conceito de Marketing está em constante
evolução e acompanhando as mudanças sociais e culturais do mundo, pense um pouco: “Como seria um conceito de Marketing que agregasse as novas tendências de consumo e comportamento, como por exemplo: internet, mobole, marketing digital, e-commerce, etc.
Vamos conhecer mais algumas definições?

• Marketing como sistema:
“Marketing é um sistema total de atividades de negócios desenvolvidas para planejar, dar preço, promover e distribuir produtos que satisfaçam os desejos dos mercados-alvo e atingir objetivos organizacionais” (ETZEL; WALKER; STANTON, 2001, p.6).
• Marketing com foco em segmentação e entendimento de mercados:
“O marketing direciona as atividades que envolvem a criação e distribuição de produtos em segmentos de mercado identificados” (STANTON et al., 2004, p.4).

• Marketing com Foco no Cliente:
“Defino marketing simplesmente como a intenção de entender e atender o mercado” (RICHERS, 2000, p.17).
Fechando esse tema, percebemos que as várias definições de Marketing disponíveis (e só citei algumas para você), mencionam alguns vetores importantes, a saber:
• VALOR
• CLIENTE
• RELACIONAMENTO
• ENTENDER O MERCADO
• ATENDER O MERCADO
• ATIVIDADES
• CRIAÇÃO
• PRECIFICAÇÃO
• PROMOÇÃO
• DISTRIBUIÇÃO
Essas variáveis nortearão nossos estudos ao longo desse livro, viu só? Marketing é mais simples do que imaginamos, mas não se engane, é uma ferramenta poderosa para o sucesso nos negócios!

CONCEITOS APLICADOS NO MARKETING
O marketing utiliza conceitos oriundos de várias áreas, como economia, estatística, psicologia e comportamento do consumidor, sociologia, tecnologia, entre outras. Mas é da Economia que surgiram os primeiros insights de Marketing, quando Adam Smith (1776) formulou a teoria da escolha individual, iniciou-se uma discussão sobre trocas e interesses individuais do comprador e do vendedor. Segundo Dias (2003), essa teoria engloba quatro princípios norteadores:
1. Os indivíduos buscam experiências que tenham sentido para eles.
2. A escolha individual é determinante na definição desse sentido, ou seja, o que pode ser importante para mim, não o é para você e vice-versa.
3. Os objetivos individuais e organizacionais são realizados pela troca livre e competitiva.
4. Princípio da soberania do consumidor, as pessoas são livres para escolher e decidir o que é melhor, por exemplo: quando você oferta um preço menor a um produto ou serviço quando está negociando, é porque você entende que aquele preço é o mais adequado.
Outro conceito importante é o conceito de Mercado. Segundo Dias (2003), existem diversos tipos de mercado:
1. Mercado de bens de consumo: famílias e indivíduos que adquirem produtos ou serviços.
2. Mercados de Negócios: organizações ou empresas que adquirem bens ou serviços.
Podem ser divididos em quatro categorias:
A. Mercado Empresarial: constituído por empresas industriais e de serviços.
B. Mercado Institucional: nesse grupo estão as escolas, hospitais, casas de repouso, prisões e instituições que fornecem serviços a pessoas que estão sob cuidados.
C. Mercado Governamental: composto por governos e autarquias.
D. Mercado Revendedor: constituídos por empresas atacadistas e revendedores que compram produtos e serviços para revenda.
As empresas trabalharão com estratégias diferenciadas para cada mercado, existem algumas diferenças na aplicação do composto de marketing para o mercado de consumo e para o mercado de negócios, vamos entender isso um pouco melhor?
Quando pensamos no item PRODUTO do composto de marketing, teremos uma linha de produtos mais técnica e mais flexível para o mercado de negócios, enquanto para o mercado de consumo, as linhas são mais padronizadas, com variadas estratégias de segmentação e valor agregado de produto.
As estratégias de PREÇO seguem a mesma linha de flexibilidade, em mercados de negócios são mais negociáveis enquanto que no mercado de consumo, mais rígidos e padronizados.
No quesito DISTRIBUIÇÃO, as diferenças são bem acentuadas, as formas de venda nos dois mercados diferem-se bastante: enquanto no mercado de negócios a venda é mais direta, no mercado de consumo ela exige vários intermediários de atacado e varejo para fazer com os produtos e serviços cheguem aos consumidores com facilidade.
Quando falamos de PROMOÇÃO ou de como comunicamos o que vendemos aos nossos clientes, as diferenças continuam, enquanto no mercado de negócios a comunicação é mais técnica e mais pessoal, no de consumo a comunicação é mais massiva e utiliza vários tipos de meios.
O conceito de Necessidade também tem importância para formarmos uma concepção sobre a aplicação de estratégias de marketing. A necessidade é um estado de privação que pode motivar o consumo, exemplo, se você está em uma praia e sente sede, comprará uma bebida. A necessidade pode ser:
A. Inata: de natureza fisiológica ou biológica, como fome, sede ou calor.
B. Adquirida: deriva do ambiente cultural e social.
Utilizando o exemplo que citamos acima, se você está na praia e sente sede, provavelmente escolherá uma água, mas se está na praia com os amigos e eles estão bebendo cerveja, provavelmente você se confraternizará com eles compartilhando a cerveja, independente de estar com sede ou não.
A necessidade de determinado público gerará um outro conceito chamado Demanda de Mercado, ou também chamada função demanda, que consiste na quantidade que poderá ser comprada pelos diversos públicos-alvo. Segundo Dias (2003, p.5), “não é um número fixo, mas uma função de determinadas condições”. O Potencial de Mercado é o nível máximo de demanda a ser atingido com o máximo de investimento de marketing.
                                                                    Q = n x q x p
Sendo:
Q = potencial de mercado
n = número de compradores
q = quantidade média por comprador
p = preço médio unitário

INDICAÇÃO DE LEITURA

Kotler em seu livro MARKETING EM AÇÃO, mais especificamente no capítulo 2, aborda como desenvolver estratégias de renovação de mercados com vistas à economia digital.
KOTLER, Philip; JAIN, Dipak; MAESINCEE, Suvit. Marketing em Ação: uma nova abordagem para lucrar crescer e reiventar. Rio de Janeiro: Campus, 2002.




ÁREA DE ATUAÇÃO DO MARKETING
O marketing pode atuar em três contextos: Institucional, Comercial e Social, como já exemplificamos no tópico sobre Mercados. Podemos classificar as áreas de atuação conforme esses contextos:
1. Marketing Industrial: normalmente essa área trabalha com especialização em linhas de produtos e atua tanto no processo anterior a venda quanto no pós-venda, inclusive com garantias diferenciadas. Geralmente utilizam marketing industrial, organizações que trabalham com fabricação de produtos na área química, agrícola, médica, extração de insumos ou recursos naturais, produção ou montagem de equipamentos.
2. Marketing de Serviços: assim como a área industrial, essa área possui um amplo espaço de atuação. Normalmente compreendendo atividades ligadas a alimentação, internet, saúde e beleza, turismo, construção, bancos, entre outras. A área de serviços caracteriza-se pela complexidade em função das pessoas, isso torna a área de serviços uma “indústria de paredes de vidro”. Reflita comigo, se em uma linha de produção de uma indústria temos um funcionário insatisfeito com a empresa que, por um acaso, sabote um produto provocando-o um defeito pequeno, mas que fará grande estrago na vida dos consumidores, isso poderá causar uma série de transtornos e prejuízos a essa indústria, mas como todas as indústrias trabalham com controle de qualidade, provavelmente esse produto sabotado será “bloqueado” no controle de qualidade e não chegará aos consumidores, portanto, nós, como consumidores de determinada marca, não fazemos a menor ideia se as pessoas e processos estão sendo bem gerenciados. Já em uma empresa de serviços, a história é bem diferente, se um funcionário está insatisfeito, ele sabotará o processo de atendimento e isso não é barrado em um setor de controle de qualidade como na indústria. Exemplificando: se você está em um restaurante e o garçom lhe trata mal, você provavelmente não voltará a esse estabelecimento porque percebe claramente a falta de gestão e preparo das pessoas que lá trabalham.
Além disso, Kotler (1998), ainda destaca 4 características básicas das atividades de serviços:
2.1 Inseparabilidade: os processos de compra e consumo são inseparáveis, exemplo: em um restaurante é importante que o cliente detalhe suas preferências no momento da compra e que o garçom os repasse a cozinha com precisão e rapidez, essa cumplicidade faz com que o processo de compra e uso seja concomitante, gerando um resultado em termos de expectativa, instantâneo, isso pode ou não gerar indicações e trazer mais clientes.
2.2 Intangibilidade: quando afirmamos que um serviço é de qualidade, o cliente não tem garantias somente com afirmações no processo de venda ou comunicação, para que o conceito de qualidade se torne mais real para os clientes, precisamos “tangibilizar” a oferta, comunicando adequadamente os padrões de qualidade do serviço, de forma visual e encantadora. Exemplo: se você recebe a indicação de um ótimo médico nefrologista e chega ao consultório e se depara com uma casa velha, precisando de reparos, falta de higiene etc. Que impressões lhe causam? Obviamente você começa a desconfiar da indicação, não é? Isso mesmo, o contrário também é verdadeiro, mesmo que você não tenha tido indicação e tenha buscado um médico na internet ou na lista do seu plano de saúde, mas quando chega ao consultório, depara-se com uma decoração moderna, equipamentos de primeira linha, que impressão lhe causa? Boa, não é? Parece que você escolheu um médico alinhado com o que há de mais moderno e bem-sucedido. Então, lembre-se, não basta ter qualidade tem que PARECER ter qualidade também.
2.3 Variabilidade: como os serviços dependem de pessoas, cada uma implementará uma dose de personalização em sua operação, sem treinamento adequado e orientação, isso pode ser um problema de atendimento e padronização.
2.4 Perecibilidade: não podemos estocar serviços, eles acontecem em tempo real e sob demanda, então essa previsão deve ser muito bem feita para que os clientes não fiquem insatisfeitos com demoras ou com situações que demonstram incapacidade de atendimento.
3. Marketing de Varejo: o grande objetivo é causar o encantamento do cliente e estimulá-lo a uma experiência de consumo. Segundo Serrentino (2006, p.XV), “a progressiva comoditização no varejo vem pausterizando produtos, marcas e lojas e acentuando o grau de infidelidade do consumidor, que está se tornando multicanal, multiformato, multimarca e multibandeira”. Torna-se importantíssimo observar essa questão da experiência de compra do consumidor, criando relacionamentos e uma rede de indicações.
4. Marketing Internacional: a natureza dessa área de marketing consiste em conhecer e adaptar-se às culturas locais. Uma grande tendência tem sido vender a “nacionalidade” em outros países, exemplo: a brasilidade é um ótimo produto, caipirinhas, chinelos e camisas de futebol brasileiras são vendidas em vários lugares do mundo.
5. Marketing Social: área especializada em organizações, projetos ou entidades sociais, isso pode acontecer em ações de captação de recursos ou por meio de objetivos sociais, como mudanças de comportamento, exemplo: campanhas de doação de medula.
6. Marketing Político: essa área do marketing pode ser utilizada em todo âmbito de divulgação de políticas públicas, mas é mais comumente usado em campanhas políticas. O caso mais famoso de marketing político foi a primeira eleição do presidente dos EUA, Obama, que obteve um grande efeito político nas redes sociais de todo país.
7. Marketing Religioso: o Brasil é um país eminentemente religioso e, por sua vez, consiste em um grande mercado para produtos considerados religiosos. Livros, músicas, viagens e peregrinações, um mercado que movimenta milhões atualmente.
8. Marketing Esportivo: da mesma forma que o marketing religioso, essa área do marketing trabalha com a paixão pelo esporte e times. Envolve patrocínios e produtos com marcas esportivas.

TIPOS DE MARKETING
Algumas formas de atuação, em especial de distribuição e promoção de produtos, podem caracterizar tipologias bem interessantes e amplamente utilizadas no marketing, vamos conhecer algumas delas?
• Marketing Direto:
É uma forma one-to-one de marketing, quando falamos no aspecto promoção, entram aqui todas as ações ligadas a malas diretas impressas ou eletrônicas que possam ser personalizadas de alguma forma. Você já deve ter recebido em sua casa um folheto com o seu nome em uma frase: Fulano, não perca essa oportunidade! Ou um e-flyer por e-mail da mesma forma.
O objetivo dessa ação pode ser de captação de potenciais clientes ou de relacionamento com clientes já existentes.
O marketing direto também pode ser considerado como um modelo de distribuição que conhecemos como porta a porta. Avon e Natura utilizam esse meio de distribuição como estratégia de chegar aos seus clientes de forma personalizada, pró-ativa e capilarizada.
• Marketing de Rede:
Essa forma inovadora de marketing pressupõe que os próprios consumidores vendem os produtos e serviços. Um bom exemplo é o funcionamento da Herbalife que utiliza uma grande rede de consumidores-distribuidores de seus produtos. O Brasil está entre os 5 principais mercados da Herbalife no mundo, mostrando que é uma forma promissora e econômica de fazer negócios em nosso país.
O marketing de rede também pode ser usado como ação de promoção por meio das redes sociais, o atual social com mercê vem fazendo com que empresas utilizem seus funcionários e consumidores para promoverem seus produtos e serviços em suas redes sociais pessoais, consequentemente, são remunerados ou bonificados por cada indicação revertida em compra.
• Marketing de Relacionamento:

Kotler (1998) afirma que consumidores leais aumentam o faturamento da empresa. Eles exigem menos investimentos em comunicação e captação, além do que, conhecendo bem seus grupos de consumidores, as empresas conseguem ofertar produtos e serviços mais adequados as suas preferências. Kotler (1998) ainda afirma que podemos trabalhar com cinco níveis de investimento em marketing de relacionamento. Vamos conhecê-los mediante a figura 1.


 
                                         Figura 1: Níveis de Investimento em Marketing de Relacionamento
                                                                               Fonte: Kotler (1998)


1. Relacionamento Básico: venda básica, o relacionamento fica pautado na qualidade do produto ou serviço para fidelização do cliente.
2. Relacionamento Reativo: além da venda há um estímulo para trocas ou orientações quanto ao uso.
3. Relacionamento Responsável: existe um contato pós-venda para verificação da satisfação.
4. Relacionamento Proativo: o pós-venda é mais amplo e envolve mais de um contato, inclusive para comunicar atualizações ou outras formas de uso do produto ou serviço.
5. Relacionamento de Parceria: a empresa busca um maior envolvimento do consumidor, por meio de programas de fidelização.
• Marketing Eletrônico:
Hoje existem empresas que funcionam exclusivamente no mundo virtual e todas as suas estratégias de comunicação e promoção acontecem mediante a tecnologia.
Os portais de venda são um ótimo exemplo disso, consistindo em verdadeiras lojas online que vendem milhões de reais por ano. De 2001 a 2012 o consumo de produtos pela internet cresceu de 500 milhões para 22,5 bilhões em 11 anos, uma evolução muito rápida se compararmos a evolução de outros segmentos ou formas de venda.

FUNÇÕES DE MARKETING
Se analisarmos o marketing como função empresarial, assim como as demais funções: financeira, logística, recursos humanos etc., perceberemos que assim como as demais, o marketing engloba processos, como planejamento, coordenação de recursos e avaliação de resultados. Essas decisões compõem o que chamamos de Composto de Marketing, mais conhecido como “os 4 P’s de marketing”, os quais analisaremos mais profundamente ao longo desse material.
Então, um gestor de marketing trabalhará analisando riscos e oportunidades de mercado, selecionando os melhores mercados e estratégias, implementando o mix de marketing de forma adequada, ofertando os produtos certos, nos pontos de venda adequados, em um preço que eles possam pagar e com uma comunicação que os estimule a consumir.
Depois disso, o gestor de marketing deverá avaliar os resultados das estratégias implementadas. A esse trabalho de coordenar as diversas funções de marketing, chamamos Administração de Marketing.

ADMINISTRAÇÃO DE MARKETING
Segundo Benett (1995 apud KOTLER, 1998, p.43), a Administração de Marketing é:

“O processo de planejamento e execução da concepção, preço, promoção e distribuição de ideias, bens e serviços para criar trocas que satisfaçam as metas individuais e organizacionais”.

O planejamento de marketing é a forma de organizarmos de forma adequada todas as ações necessárias para a implementação das estratégias do composto. Em função da dinâmica de mercado em constante mudança, de concorrentes mais afiados e da instabilidade do próprio consumidor que trouxe para si a instantaneidade das redes sociais e da tecnologia, ou seja, trocamos os celulares e até perfumes com mais frequência do que antes.

Na figura 2, podemos analisar a sequência de etapas do planejamento de marketing:
Figura 2: Etapas do Planejamento de Marketing
Fonte: Adaptado de Kotler (1998, p. 101)


FIQUE POR DENTRO 
Ritmo de crescimento de alimentos funcionais acelera no Brasil Revista
Supermercado Moderno – 2011
Levantamento feito pela Abia (Associação Brasileira da Indústria da Alimentação) revela que o setor de alimentos funcionais – consumidos na forma de alimento comum, mas que trazem benefícios à saúde, como prevenção de doenças e melhora do bem-estar – crescem ao redor do mundo a uma taxa de 14% ao ano, enquanto as vendas de alimentos convencionais registram índices entre 3% e 4%. Leia mais em: <  http://www.sm.com.br/Editorias/Ultimas-Noticias/Ritmo-decrescimento-de-alimentos-funcionais-acelera-no-Brasil-15218.htm>.   Acesso em:12 ago. 2013.


VARIÁVEIS AMBIENTAIS
É impossível gerenciar organizações sem olhar o contexto na qual ela se insere, todo gestor precisa conhecer e observar constantemente as tendências e impactos de ações sociais, culturais, políticas, econômicas, entre outras em seu ambiente.
Segundo Kotler (1998, p.143), “TENDÊNCIA é uma direção ou sequência de eventos que vêm ocorrendo ao longo do tempo e promete durabilidade”. Vamos entender melhor o uso disso?
Se você observar, perceberá que as pessoas têm mudado seus hábitos com relação ao modo de se alimentar, da sua preocupação com a saúde e seu bem-estar. A venda de alimentos funcionais cresce 14 % ao ano conforme a reportagem da Revista Supermercado Moderno no “FIQUE POR DENTRO” acima.
Então analise, esse pode ser um bom mercado de investimento ou não? As empresas precisam repensar seus produtos e suas linhas de produtos em função dessa tendência, até mesmo as redes de fast food, como Mac Donalds já passaram a oferecer frutas como sobremesa e saladas como opção de refeição. O mercado nos dá sinais constantes de mudança, cabe a nós gestores observarmos e agirmos pró-ativamente lançando produtos e serviços que vão de encontro às demandas dos consumidores.
A Trendwatching.com é uma empresa que pesquisa tendências, estuda consumidores, suas publicações e estudos são utilizados por empresas do mundo inteiro, entre no site, cadastre-se e passe a receber a newsletter, é uma forma excelente de ficar antenado nas principais tendências de consumo da atualidade.

INDICAÇÃO DE LEITURA

Os observadores de tendências – incluindo nós mesmos – são obcecados por novidades. Mas nossos leitores sempre nos perguntam o que aconteceu com tendências apresentadas no passado, e é claro que nós acompanhamos isso bem de perto.
E é por isso que, neste mês, damos uma olhada em cinco tendências passadas, inclusive uma de 2009 (ufa!): os desenvolvimentos, a situação atual e as diversas oportunidades de inovação que elas continuarão a oferecer (para aqueles que ainda precisam de sua dose de NEWISM ;)
Fonte: <   http://www.trendwatching.com/pt/trends/trendsrefreshed/    >. Acesso em: 12 ago. 2013.

Mas onde encontramos as fontes dessas tendências? No macroambiente. Analisando as chamadas forças macroambientais é que conseguimos antecipar tendências e escolher estratégias que nos coloquem à frente dos concorrentes. Vamos conhecer algumas delas:

Ambiente Demográfico:
Entender como as regiões crescem em termos de população e poder de consumo é um fator importantíssimo no mundo dos negócios. Vários aspectos devem ser levados em consideração para analisar as mudanças sutis que acontecem no mercado, entre eles:
A. Crescimento da População: como sabemos se a população mundial está crescendo? Fazendo a relação entre quantos nascem e quantos morrem anualmente, ou seja, o saldo entre as taxas de natalidade (nascimentos) e de mortalidade (mortes). Veja os números divulgados pelo Fundo de População das Nações Unidas (Fnuap), 2010:
A. 1930 = 2 bilhões de pessoas
B. 1960 = 3 bilhões
C. 1980 = 5 bilhões de pessoas.
D. Atualmente, a taxa de crescimento populacional mundial, inferior a 1,2% ao ano, está em constante declínio, mas os investimentos em pesquisa nas áreas médicas e ambiental melhoram esse panorama.
E. A população atual da Terra é de 6,908 bilhões de habitantes.
F. O planeta atingirá a marca de 9 bilhões de habitantes em 2050.
Esses números grandiosos nos fazem olhar para os mercados e entender que teremos que aprender a lidar cada vez mais com mercados grandes, fracionados por preferências, mas com grandes volumes. Mas somente o número de pessoas não é informação suficiente para traçarmos estratégias, estamos falando de um crescimento no mercado feminino? No mercado de idosos? Precisamos aprofundar um pouco mais esse olhar.
B. Composto Etário da População: além dos tradicionais grupos etários, a sociedade mostra novas composições, por exemplo, mulheres que optam por uma maternidade mais tardia vão consumir produtos destinados a um público mais jovem.
Outro aspecto interessante é observar como o composto etário da população se comporta em determinadas regiões, no Brasil os idosos representam, segundo o IBGE, 8,6% da população. Isso mostra um mercado de consumo específico, onde setores, como turismo, lazer e bem-estar podem conseguir boas participações.

Ambiente Econômico:
A. Distribuição de Renda: aqui analisamos as divisões sociais por classes, no Brasil temos algumas classificações para fragmentar o mercado por classes sociais não mais baseados apenas na renda familiar (veja Figura 3), mas também no potencial de consumo. Conheça um pouco mais pela reportagem:

  Figura 3 - Grupos de Renda da População





B. Crédito, reduções tributárias e bonificações: observamos nos últimos anos uma verdadeira revolução no mercado de crédito, aumento dos parcelamentos, dinheiro disponível para empréstimos, reduções de IPI e outros incentivos governamentais que estimularam o consumo. Ações como essa alteram a lógica normal do mercado e promovem grandes ebulições na economia.

Ambiente Natural: os custos crescentes de energia, a escassez de matérias-primas, os níveis crescentes de poluição são tópicos que devem também ser analisados pelas empresas.

Ambiente Tecnológico: o crescimento da internet e o acesso à tecnologia têm modificado substancialmente a forma como as pessoas se relacionam e vivem no mundo. O crescimento do comércio eletrônico e a onda das redes sociais têm influenciado na forma de comunicação e de consumo das pessoas no mundo inteiro.

Ambiente Político-Legal: além das várias leis limitadoras de ações nas esferas trabalhistas e ambientais e das grandes cargas tributárias, as empresas ainda têm que observar as leis específicas que regem sua área de atuação, por exemplo, no segmento alimentício, temos todas as regulamentações da ANVISA e outros órgãos específicos em auditar a produção e transporte de alimentos.

Ambiente Sociocultural: é na sociedade que desenvolvemos nossa cultura, hábitos, valores e crenças e é nela que os modificamos também. Muito se tem falado sobre as mudanças socioculturais das últimas décadas, preocupação consigo e com o meio ambiente, indignação com a corrupção política, um conceito mais ativo de cidadão etc. Ações sociais como essas demonstram que a sociedade está mudando. Um exemplo: você sabia que o consumo de cigarro caiu 65% de 1980 a 2010? Isso demonstra que esse tipo de produto está com sérias tendências ao desaparecimento ou ao menos, na forma como a indústria tabagista se apresenta: grandes multinacionais produtoras.
Gráfico 1: Consumo oficial aparente de cigarros per capita, Brasil – período: 1980-2010






ATIVIDADES
1) Fale sobre como o conceito de Marketing evoluiu e relação ao novo perfil de ser humano mais preocupado consigo mesmo e suas relações com o meio ambiente.

2) Analisando o marketing religioso, que tipo de produto ou serviço você sugeriria para um empreendedor do ramo?

3) Pesquise um pouco mais sobre como o e-commerce e a tecnologia afetaram o mercado de livrarias no Brasil.

4) Analisando o marketing de varejo, analise como a internet pode afetar a forma como as pessoas compram.

Estratégias do composto de marketing

INTRODUÇÃO

ENTENDENDO O COMPOSTO DE MARKETING
O Composto de Marketing ou Mix de Marketing tem sido ao longo dos anos a melhor fórmula para se desenhar estratégias de marketing e atuação no mercado.

GESTÃO DE PRODUTOS
Podemos chamar de produtos tanto bens físicos, como roupas, televisores e automóveis, como pessoas (Xuxa), ideias (Movimento contra a Corrupção), lugares (Fernando de Noronha), serviços (restaurantes), organizações (Fundação O Boticário).
o que define a forma como escolhemos esses produtos? Vários aspectos, não é? Nosso comportamento de consumo é um deles, em grupos nos diferenciaremos em preferências de marcas, preços e características. As empresas têm que conhecer esses comportamentos e escolher o público que gostariam de atender e, consequentemente, desenvolver produtos que vão de encontro à demanda do público escolhido. Além disso, outros aspectos também são relevantes no processo de escolha do consumidor, quanto menos concorrência, ou melhor, quanto menos produtos similares, maior a percepção de diferenciação para o consumidor. Vamos entender melhor cada um desses fatores que farão com que um produto realmente tenha uma vantagem competitiva no mercado.


Ciclo de Vida do Produto
Sim, a “idade” desse produto também será um fator importante para analisarmos a forma como ele se comportará em vendas no mercado. Observe a figura abaixo:



Na fase de INTRODUÇÃO, as vendas são baixas e os lucros também, principalmente em função dos investimentos em comunicação e distribuição para que as pessoas conheçam os produtos e a marca, e sintam-se estimulados a comprar.
Já na fase de CRESCIMENTO, as vendas crescem substancialmente, o produto já é mais conhecido no mercado e algumas estratégias de promoção podem potencializar a adoção do produto. Nesse momento podem surgir novos concorrentes com produtos similares e brigando pela mesma parcela do bolso do consumidor. Dias (1998, p.99) cita a Matriz Ansoff ou Matriz Produto-Mercado, criada por Igor Ansoff em 1957 e amplamente utilizada até hoje.

A Estratégia de Penetração trata de investimentos feitos na situação atual, ou seja, em produtos e mercados onde a empresa já atua, isso poderá acontecer mediante investimentos em promoção, por exemplo.
A Estratégia de Desenvolvimento de Produto prevê lançamento de novos produtos para mercados onde a empresa já atua, praticamente todas as empresas fazem isso, um bom exemplo são as grandes fabricantes de alimentos, como Nestlé e Danone que entraram com um “novo produto” para atingir seus mercados já conquistados: água mineral ou mineralizada. Isso mesmo, um novo produto não significa necessariamente uma inovação, mas uma novidade na linha de produtos da empresa.
A Estratégia de Desenvolvimento de Mercado sugere que a empresa busque novos mercados para a linha de produtos já existentes, um bom exemplo é a internacionalização.
Já a estratégia de Diversificação prevê uma inovação radical, o lançamento de novos produtos em mercados que a empresa não atua, isso acontece quando as marcas operadas pela empresa estão em declínio e necessitam ser renovados. Empresas de cigarros, em função da redução substancial no consumo, estão revendo seu portfólio e atuando em outros segmentos que utilizem o processamento de tabaco ou outros componentes, por exemplo.
Na MATURIDADE, os números se estabilizam, bem como os dos concorrentes, isso exige um esforço de manutenção da participação de mercado, por meio de promoções ou aprofundamentos de linhas (novas embalagens, sabores, variações da marca, exemplo: Leite Ninho).



Na fase de DECLÍNIO, a marca ou o produto já se tornam obsoletos, são substituídos ou seu uso acaba totalmente (ex.: máquina de escrever). Nessa fase reduzem-se os investimentos e planeja-se a retirada da marca ou do produto do mercado.

Estratégias de Diferenciação e Posicionamento
As empresas podem distinguir seus produtos da concorrência de várias maneiras, as mais utilizadas são:
A. Diferenciação por preço: demanda uma gestão de custos primorosa para que a empresa consiga sustentar a estratégia.
B. Diferenciação por produto: exige grande investimento em pesquisa e inovação, mesmo para produtos já existentes no mercado, a empresa deve estar sempre realizando ajustes e melhorias para que seu produto esteja à frente dos concorrentes.
C. Diferenciação por Serviços Agregados: apesar de facilmente copiada pela concorrência, pode ser uma boa alternativa quando não se consegue tanto investimento em inovação.
D. Diferenciação em Distribuição: como a relação entre fornecedores e distribuidores é mais perene e contratual, pode ser uma excelente forma de diferenciação. Por meio de contratos de exclusividade e benefícios aos distribuidores mais leais pode-se impedir a entrada de concorrentes nos canais de distribuição.
E. Diferenciação por Imagem: mediante grandes investimentos em comunicação para a formação de uma imagem de liderança em seu público.

Posicionamento
Segundo Dias (1998), posicionamento pode ser considerado uma proposição de valor direcionada a um público-alvo, um benefício a ser comunicado; uma personalidade da marca. Pode ser considerada a estratégia central da marca e integra sua estratégia de comunicação como elemento central.
Tanto a empresa ou marca, quanto produtos podem ser posicionados na mente do consumidor. No caso dos produtos, Dias (1998, p.105) afirma que devemos seguir quatro ideias básicas:
1. Quem posiciona o produto é o mercado e não a empresa;
2. Geralmente o posicionamento se baseia em fatores intangíveis, como liderança tecnológica ou qualidade;
3. Escolha de um público-alvo;
4. A empresa deve experimentar, testar o posicionamento no mercado e corrigi-lo rapidamente, se necessário.
No caso das empresas, o posicionamento acontece por meio da demonstração de solidez e lisura em processos.

Classificações de Produtos e Serviços
Os produtos podem ser classificados como BENS DE CONSUMO e BENS INDUSTRIAIS. Além disso, cada classificação dessa, desdobra-se em outras classificações conforme abaixo:

A. BENS DE CONSUMO:
a. Bens de conveniência: são produtos rotineiros, de compra diária e preços baixos. Devem ser encontrados com facilidade em uma estratégia de distribuição intensiva. Ex.: Leite.
b. Bens de compra comparada: comprados com menos frequência exigem uma comparação de preços ou atributos para a determinação da compra. Ex.: Televisores.
c. Bens de Especialidade: possuem características exclusivas, e são encontradas em lugares específicos. Ex.: Rolex.
d. Bens não procurados: geralmente são produtos ou serviços que os consumidores só buscam diante de demandas específicas. Ex.: Plano Funerário.

B. BENS INDUSTRIAIS:
São insumos, serviços, peças, equipamentos etc., que são adquiridos pelas empresas para a sua operação de negócios. Exigem uma distribuição com estrutura de atendimento adequada e preparada para estabelecer relacionamento com o mercado corporativo.

Níveis de Produto

No núcleo central entendemos o serviço ou benefício central comprado pelo consumidor, no segundo nível é a transformação desse benefício em um produto básico, vamos exemplificar com uma hospedagem, quando buscamos esse benefício central, o hotel ou pousada deve “tangibilizar” isso em cama, chuveiro, restaurante etc.
No terceiro nível, a empresa deve garantir atributos esperados aos produtos, exemplo, que a limpeza seja adequada, que a internet e a TV a cabo funcionem etc.
No quarto nível, a empresa começa ir além das expectativas do cliente, uma ótima comida pode ser um elemento de satisfação para que um hóspede volte mais vezes. Por fim, no quinto nível está o produto potencial, são ações que encantam os clientes pela inovação e criatividade em relação às demais experiências de compra já vividas por ele. Ainda no exemplo da hospedagem, uma cesta de frutas ou ingressos cortesia para shows na cidade, pode ser uma forma de fidelizar esse hóspede e fazer com que ele fale sobre a experiência.

GESTÃO DE MARCAS E EMBALAGENS
O que é uma marca?
Uma marca significa a forma como os consumidores se lembrarão de determinado produto ou serviço. Segundo Kotler (1998), nomes, terminologias, símbolos, cores e outras associações que diferenciam um produto ou serviço do seu concorrente. Ainda segundo o autor, as marcas podem assumir seis níveis de significação:
A. Atributos: o que as pessoas associam à marca imediatamente, exemplo: Natura –sustentabilidade e ingredientes naturais; BMW – status e sofisticação.
B. Benefícios: os clientes buscam mais do que significado, procuram benefícios que atendam suas necessidades. Exemplo: Natura – qualidade dos produtos.
C. Valores: são norteadores da empresa e os públicos podem buscar identificação com esses valores. Exemplo – consumidores preocupados com a sustentabilidade podem optar por produtos Natura em função disso.
D. Cultura: as marcas podem representar a cultura de seu país de origem. Ex.: Natura – brasilidade.
E. Personalidade: se as marcas fossem uma pessoa ou um animal, como seriam? Isso mesmo, as marcas podem assumir elementos que remetem a personificação.
F. Usuário: o público que consome a marca tende a definir algumas características delas. Ex.: apesar do público masculino consumir Natura, a maioria do público é feminino, então cores, produtos e mensagens acabam sendo mais femininas.
As marcas podem significar até os produtos, exemplo: quantas vezes você foi comprar “Maisena” ou “Bombril” ou precisou tirar um “Xerox”? Esses produtos foram lançados em períodos onde a concorrência não era tão acirrada e o mercado possuía poucos produtos similares, associando isso a uma marca forte o sucesso é garantido.




REFLITA

Como a Natura se diferencia dos seus concorrentes? Leia o case e entenda como a história e o posicionamento da marca ajudaram a definir os diferenciais estratégicos da empresa.<http://www.abcdomarketing.com.br/wp-content/uploads/2009/01/case-natura.pdf >.




FIQUE POR DENTRO
VOCÊ SABIA QUE AS CORES EM UMA LOGOMARCA PODEM DIZER MUITO SOBRE ELA? Veja um pouco mais sobre isso nesse post do Blog < http://tirandoofoco.blogspot.com.br/2010/10/significado-das-cores-na




Tipos de Marcas   
• Marcas de Fabricante: quando o nome do fabricante é fortemente associado aos seus produtos e serviços. Ex.: Sadia.
• Marcas Próprias: são marcas associadas ao varejista. Ex.: um produto com a marca do supermercado.
• Marca Individual: marcas distintas dos nomes dos fabricantes. Ex.: Hellmans.

• Marca de Família: quando uma marca se desdobra em várias linhas de produtos, por meio de ampliações ou profundidade de linhas. Ex.: Dove.


Embalagem e Rotulagem
As embalagens são elementos importantes nas decisões de compra, portanto analisar as possibilidades estratégicas para vender mais, alguns fatores podem contribuir para isso:
• Autosserviço: com o crescimento do varejo de autosserviço onde as pessoas fazem as escolhas, as embalagens constituem um grande diferencial no momento da decisão de compra.
• Maior valor agregado: os consumidores tendem a pagar mais por produtos com embalagens melhores e mais atrativas.
• Inovação: as embalagens podem atender novas situações de consumo. Exemplo: embalagens de bolso, acondicionamento diferenciado, uso posterior (lembram dos potes de sorvete?).
• Imagem da Marca: boas embalagens ajudam a construir uma boa imagem das marcas de produtos e fabricantes.

Estratégias de Preço
Assim como as características do produto e da marca, as definições estratégicas de quanto o consumidor pagará por determinado produto ou serviço, são de grande importância no composto de marketing, ou seja, um produto sofisticado, de excelente qualidade não pode ser precificado abaixo da linha de seus concorrentes quando inferiores, assim como um produto básico, sem diferenciais e aparentemente de qualidade inferior aos concorrentes, não pode ser precificado acima dos mesmos.
Segundo Dias (2003, p.254), podemos descrever os objetivos de uma boa precificação, como:
A. Sustentar a estratégia de posicionamento, ou sustentando a percepção de qualidade superior, ou, no outro extremo, reforçando a economia;
B. Atingir os objetivos financeiros propostos, tais como geração de caixa e criação de valor para o acionista;
C. Ajustar a oferta à realidade do mercado.
Dias ainda aponta alguns fatores relacionados à estratégia de precificação:
A. A precificação de um produto irá variar de acordo com o estágio do Ciclo de Vida de um produto, ou seja, se é um lançamento ou se já está no mercado há bastante tempo, isso também afetará o fluxo de caixa da empresa, quanto mais necessidade de giro, preços menores.
B. Reduções de preço podem ser associadas à redução de qualidade.
C. A estratégia de precificação também está associada ao tipo de canal de distribuição, ou seja, um refrigerante custará mais em um restaurante do que em um supermercado, as margens serão diferenciadas em cada tipo de canal.

Determinantes da Estratégia de Precificação:

                                                              Fonte: adaptado de Dias (2003, p.256)


• A estrutura de Custos deve levar em consideração tanto custos fixos como variáveis que compõem o produto, essa deve ser a base de qualquer estratégia de precificação, afinal, um produto não pode ser vendido por menos do que custa, não é?
• A empresa também pode influenciar na composição dos custos e, consequentemente, na composição da estratégia de preço. Analise comigo, se uma empresa possui maquinário moderno, pessoal satisfeito e bem treinado e uma estrutura de gestão enxuta, certamente ela conseguirá produzir mais e melhor, conseguindo uma vantagem competitiva não somente em custos, mas em qualidade.
• O consumidor também exercerá forte influência na definição de preços, entender o consumidor e o quanto ele estaria disposto a pagar por determinado produto ou serviço, pode trazer muitos ganhos a estratégia, obviamente que um produto acima do preço valorado pelo consumidor não terá saída, mas pense comigo: o quanto uma empresa poderia perder precificando um produto abaixo do valor que o consumidor pagaria por ele?
• E os Concorrentes? Como afetam a estratégia de precificação? O mercado constitui um mar de fornecedores e compradores de vários tipos de produtos e serviços, obviamente que a quantidade desses dois grupos afeta diretamente a precificação. Lembra da Lei da Oferta e Demanda? Sim, ela se aplica aqui... se temos muitos  vendedores e poucos cobradores, o preço irá cair, se temos poucos vendedores e muitos compradores, o preço aumentará.
• Se o governo faz uma redução de IPI em determinada linha de produtos, isso afetará a precificação, assim, as variáveis Ambientais afetam as estratégias, seja uma oscilação de dólar, aspectos culturais, novos concorrentes no mercado, novas tecnologias de produção, novos usos para alguns produtos e serviços, enfim, vários acontecimentos sociais podem causar efeitos na estratégia de precificação.

Tipos de Precificação:
A estratégia de precificação pode ser baseada em um desses três aspectos:

                                                           Fonte: Adaptado de Dias (2003, p. 230).



Quando baseamos nossa precificação em Custos, entendemos que o mercado tem condições de absorver a oferta independente de questões mercadológicas como competitividade e momentos econômicos, por exemplo.
Você pode optar pelo método de adição a custo, ou seja, some aos custos do produto o valor ou a porcentagem desejada de margem.
Também há o método do ponto de equilíbrio, ou seja, você não baseia a lucratividade desejada unitariamente, mas à quantidade a ser vendida para alcançar a receita esperada.
• Baseando em Valor, a empresa pode entender melhor a percepção de qualidade e valor que os consumidores têm dos seus produtos e marcas e, consequentemente, obter uma estratégia de precificação mais adequada ao posicionamento planejado.
• As empresas também podem optar pela precificação baseada na Concorrência, seja alinhando seus preços ou puxando-os para baixo a fim de atrapalhar as estratégias dos concorrentes.

Estratégias de Precificação
As mais utilizadas classificam-se em dois grandes vetores:
A. Estratégia de Desnatação: onde o preço entra alto, posicionando o produto em uma ótica de qualidade excelente e estimulando a aspiração do produto, em seguida os preços vão abaixando e possibilitando mais consumidores aderirem à marca e se tornarem fiéis. É uma boa estratégia para marcas fortes e reconhecidas no mercado, exemplo Parmalat.
B. Estratégia de Penetração: os preços começam baixos, promocionais, estimulando o consumidor a experimentação e possível adesão futura. Uma boa estratégia para marcas desconhecidas ou para novos tipos de produtos onde os consumidores precisam adquirir o hábito de uso.

Táticas de Precificação:
Alguns fatores podem afetar a estratégia e fazer com que a empresa lance mão de ações que visem cumprir seus objetivos econômicos.
• A sazonalidade afeta mercados, exemplo: sorvetes podem ter seus preços reduzidos no inverno devido a baixa no consumo.
• Preços combinados ou os famosos “combos” também estimulam a compra casada e o aumento do ticket médio por transação.
E os produtos cujos preços terminam com 99? Isso chama-se preço psicológico e faz um efeito interessante na mente do consumidor dentro dos pontos de venda.

GESTÃO DA COMUNICAÇÃO EM MARKETING
Dentro das organizações possuímos alguns sistemas comunicacionais, que direta ou indiretamente impactarão o processo de comunicação integrada de marketing. Tanto a Comunicação Institucional, quanto a Interna dão suporte estratégico à comunicação mercadológica, essas ações conjuntas formam uma espécie de reforço comunicacional para a empresa, melhorando processos internos e até a relação com parceiros, automaticamente, isso impacta no desempenho da marca no mercado.



Analisando a figura acima, podemos perceber três grandes grupos de comunicação:
1. Comunicação Institucional, responsável pelas ações ligadas à imagem corporativa, propaganda institucional, comunicação com stakeholders e até em iniciativas como marketing social ou esportivo. Vamos conhecê-los um pouco mais?
MARKETING SOCIAL: segundo Andrade (2010) trata-se de uma área específica que compreende o trabalho de organizações ou entidades voltadas ao bem-estar social, ou a ações de empresas de vários segmentos que promovam iniciativas ligadas à sustentabilidade e outros projetos sociais. O seu principal objetivo é conscientização e mudança de comportamento.
MARKETING ESPORTIVO: segundo Cardia (2004, p.22),

Sob o prisma das entidades, é o processo pelo qual se suprem necessidades e desejos de entidades esportivas através da troca de produtos e valores com seus mercados. Segundo sob a ótica dos fãs, torcedores e consumidores [...], é o processo social e gerencial pelo qual os indivíduos e grupos têm seus desejos e necessidades atendidas por meio de transações com o fim de lhes trazer satisfação.

2. Comunicação Interna: segundo Bekin (2004), um dos objetivos da Comunicação interna é facilitar trocas, alinhando os objetivos empresariais e sociais da organização, cativando as pessoas na busca da harmonização e fortalecimento dessas relações e melhorando, assim, sua imagem e seu valor de mercado.
3. Comunicação Mercadológica: ações que envolvem as estratégias de comunicação voltadas para a promoção dos produtos no mercado. Vamos conhecê-las um pouco mais
Segundo Kotler (1998), o marketing contemporâneo exige mais do que um bom produto, com preço adequado e acessível ao consumidor onde ele estiver, as empresas devem comunicar-se com seus potenciais clientes, distribuidores e demais públicos interessados.
Para isso, pode se apropriar de cinco modos de comunicação:
1. Propaganda: forma paga de divulgar seu produto por meio de mídias variadas. É uma forma interessante para alcançar grandes volumes de potenciais clientes.
2. Promoção de Vendas: tem como objetivos comunicar e incentivar o uso do produto ou serviço. Algumas ferramentas usadas são concursos, cupons de desconto, prêmios, descontos promocionais, vendas casadas etc.
3. Relações Públicas e Publicidade: visa promover ou proteger a imagem da empresa.
4. Venda Pessoal: o objetivo é criar relacionamento e orientar mais tecnicamente sobre os potenciais usos dos produtos ou serviços.
5. Marketing Direto: uso de meios indiretos para mobilizar o consumo, exemplos: eflyers, folders, ações por telemarketing etc.
Para planejarmos bem a comunicação, precisamos entender como esse processo funciona na mente do consumidor. Segundo Dias (2003), existe um emissor que escolhe uma forma de comunicação (codificação) para expressar sua mensagem, por meios de mídias diversas. Quem recebe (receptor) a mensagem, decodifica-a e responde ao emissor (feedback). Nesse processo ainda podem haver elementos não planejados, que geram ruídos e problemas na comunicação.



Mas como isso se traduz no mercado? O consumidor monta uma espécie de mapa mental de produtos e marcas e os posiciona com relação aos seus principais atributos, veja o exemplo do mapa perceptivo abaixo. Um determinado produto pode assumir na mente do consumidor uma posição de status ou de baixa qualidade, dependendo do que comunica para seus clientes. Agora faça um exercício imaginando que você está comprando um carro, que atributos seriam importantes? Preço? Design? Segurança? Quando você escolhe os principais fatores que marcas sobram? Como elas se posicionam na sua mente, por qual você pagaria um pouco mais? Enfim, esse mapa mental formado na mente do consumidor conduz suas escolhas e comportamentos. Alguns exemplos de comportamentos (DIAS, 2003) são:
A. Hábitos de Compra: frequência, quem realiza a compra em que local, tipos e ocasiões de uso do produto.
B. Satisfação ou Insatisfação: resultado da percepção do consumidor após a comunicação recebida ou até do uso do produto.
C. Fidelidade à marca: comportamento que gera um comportamento de lealdade e maior frequência de uso.

Plano de Comunicação
Segundo Dias (2003) e Kotler (1998), o plano de comunicação em Marketing é parte do plano estratégico de marketing, portanto deve estar alinhado com os objetivos e estratégias definidos nesse documento.
A. Identificação do Público-Alvo: entender quem é esse público, o que ele assiste, seus interesses e locais de convivência, são pontos importantes para entendermos as formas, mensagens e tipos de comunicação a serem utilizados.
B. Objetivos de Comunicação: o que precisamos ou queremos? Aumentar vendas? Ensinar os consumidores a usar o produto? Promover a marca? Essas diretrizes são fundamentais para estabelecermos uma comunicação eficiente.
C. Desenvolvimento da Mensagem: as mensagens podem conter apelos racionais, que reforçam os benefícios específicos do produto, os apelos emocionais remetem os consumidores a relações com outras marcas, experiências ou sensações.
D. Seleção dos Canais de Comunicação: definir quais meios levarão as mensagens da forma mais adequada aos potenciais consumidores. Segundo Dias (2003), pode-se usar:
a. Mídias de massa: veículos que atingem grandes volumes.
b. Mídia segmentada: atingem grupos específicos, exemplo revistas masculinas.
c. Mídia dirigida: atingem individualmente, pode ser usada tanto para o mercado de varejo quanto nas negociações entre empresas.
d. Mídia eletrônica: usa meios de tecnologia da informação, como e-mails, redes sociais etc.
e. Mídia impressa: revistas, jornais, folders, encartes etc.
f. Mídias em Pontos de Venda: ligado às ações de trade marketing, diz respeito a todas as comunicações feitas no ponto de venda. Segundo o site POPAI, 85% das decisões de compra são tomadas dentro dos pontos de venda, ou seja, investir em comunicação e trade marketing para estimular o cliente a consumir, pode trazer um ótimo resultado. Exemplo: a marca Suflair investia em mídias de massa para a divulgação de sua marca, com o tempo e a sensível redução nos orçamentos de comunicação, a Nestlé, fabricante do Suflair, resolveu apostar em displays nos pontos de venda próximos aos caixas, o resultado surpreende e analise comigo, praticamente todas as lojas hoje em dia aproveitam as regiões próximas aos caixas para expor produtos e estimular a compra de última hora. Estratégia barata e eficiente.
E. Orçamento: sua estruturação pode levar em conta os recursos disponíveis para o investimento
em comunicação, um percentual sobre o faturamento ou ainda o suficiente para se equiparar aos investimentos feitos pelos concorrentes.
F. Definição do Composto promocional: se você estivesse planejando a comunicação para divulgar a abertura de uma nova franquia de lavanderias na cidade, como faria? Que meios usaria? Propaganda, Relações Públicas, marketing direto? A definição do melhor conjunto de ações determina um plano de comunicação adequado e assertivo.
G. Mensuração dos resultados: avaliar qual meio e quais canais estão dando um resultado direto sobre vendas, lembrando que nem sempre “vendas” compõem o objetivo da comunicação, algumas vezes a comunicação apenas quer construir uma identidade e reforço da marca, e isso não tem relação direta somente com as vendas, mas com a lembrança e percepção da imagem da marca.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nesta segunda etapa começamos a desenvolver a discussão sobre o composto de marketing, uma mistura de estratégias, que somadas, constituem um bom conjunto de ações para o marketing de qualquer empresa.
Na primeira parte dessa unidade, falamos sobre a gestão de produtos, como bens, pessoas, lugares e serviços podem ser entendidos como “produtos”. Também discutimos o CVP – Ciclo de Vida de Produto, e todas as suas etapas: Introdução – quando o produto é lançado no mercado, compreendendo o período de adaptação e aprendizagem dos consumidores; Crescimento – quando os produtos começam a ganhar mercado e competir com outras marcas já existentes, isso exige estratégias promocionais eficientes para garantir a continuidade do desempenho no mercado; Maturidade – nessa fase o produto já conquistou certo grau de fidelização de seus consumidores e mantém um padrão de vendas estável no mercado; Declínio – o produto já não obtém os mesmos indicadores de vendas, a marca já não tem tanta referência de mercado ou o produto caiu em desuso ou foi substituído (ex.: máquina de escrever).
As Estratégias de Diferenciação e Posicionamento também são pontos importantes, pois as empresas podem distinguir seus produtos da concorrência de várias maneiras, as mais utilizadas são: Diferenciação por preço; Diferenciação por produto; Diferenciação por Serviços Agregados; Diferenciação em Distribuição; Diferenciação por Imagem.
Também repassamos as classificações de produtos e serviços: BENS DE CONSUMO e BENS INDUSTRIAIS e os níveis de produto.
A Gestão de Marcas e Embalagens também são itens importantes como estratégias de marketing, a forma como um consumidor reconhece um produto ou serviços é fundamental para a decisão de compra. As cores e os apelos utilizados compõem um conjunto de fatores que associados formam uma identidade da marca na mente dos consumidores. As marcas podem ser de fabricante, próprias, individual e de família.
As Estratégias de Preço são de grande importância no composto de marketing, como já mencionamos no texto, um produto sofisticado, de excelente qualidade não pode ser precificado abaixo da linha de seus concorrentes quando inferiores, assim como um produto básico, sem diferenciais e aparentemente de qualidade inferior aos concorrentes, não pode ser precificado acima deles.
A precificação pode ser baseada em Custos, Valor e Concorrência e pode aplicar duas estratégias: Destanação ou Penetração.
Encerrando essa unidade, trabalhamos a Gestão da Comunicação em Marketing, estudamos suas principais formas: propaganda, promoção de vendas, relações públicas, venda pessoal e marketing direto. Entendemos também o desenvolvimento de um plano de comunicação e suas variáveis de análise.

ATIVIDADES
1) Como o Ciclo de Vida de Produto afeta as estratégias de Marketing de uma empresa?
2) Quais tipos de diferenciação uma empresa pode optar?
3) Cite um exemplo para cada estratégia de precificação mostrada no texto.
4) Quais as três áreas de comunicação que integram o processo comunicacional da empresa?

Distribuição e planejamento de marketing
INTRODUÇÃO
Antes de iniciarmos o conteúdo, gostaria que você lesse uma reportagem antiga, mas que ilustra muito bem o início de uma realidade que mudou as relações de varejo.

INDICAÇÃO DE LEITURA
< h t t p : / / e x a m e . a b r i l . c o m . b r / r e v i s t a - e x a m e / e d i c o e s / 0 7 6 8 /
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Em tempos em que o varejo inverte as relações, entender a estratégia de canais de distribuição como vantagem competitiva, torna-se fundamental. O Varejo passa a ter as “chaves” das casas dos clientes e isso lhe dá poder de barganha e força como canal.
Por muito tempo um bom produto e uma comunicação eficiente eram elementos suficiente para se obter sucesso no mercado. Com o aumento da concorrência, qualquer um poderia copiar ou melhorar produtos, bem como lançar mão de campanhas massivas de comunicação. Optando por reduzir significativamente os orçamentos de mídia, as empresas precisaram investir em outros campos que exigiam menos investimentos e mais resultado.
Segundo o site POPAI, 85% das decisões de compra são tomadas dentro dos pontos de venda, assim as empresas passaram a investir mais em comunicação no ponto de venda, em promoções, combos e trade marketing e reduziram sensivelmente seus investimentos em comunicação de massa. Além de um custo menor, as ações no PDV – Ponto de Venda, dão resultados rápidos, ou seja, bons parceiros de varejo e atacado passam a ser vantagem competitiva sustentável.
Outro aspecto que pode ser a opção de vantagem competitiva de muitas empresas é o preço, mas engana-se que preço possa ser um diferencial sustentável. Qualquer concorrente pode declarar uma guerra de preços com você e os dois saírem perdendo. Mas saber gerenciar uma política de preços adequada a cada canal, pode ser uma vantagem interessante frente aos concorrentes, que podem ser diferentes em cada canal.
A tecnologia também tem impactado esse crescimento da importância da estratégia de canais, segundo o site e-bit, o crescimento das compras pela internet nos últimos 0anos cresceu 22 bilhões de 2001 a 2012.
Então não podemos ignorar que esse novo canal de compra tornou-se uma alternativa interessante e lucrativa para as empresas. Muitas marcas possuem portais de venda, ou minimamente, de comunicação para divulgar os seus produtos com mais detalhamento e interação com os consumidores.
Outro aspecto é o fato das empresas buscarem constantemente um aumento na lucratividade, que vem do resultado de receita menos custo. Como as empresas já lançaram mão de quase todas as estratégias de redução – pensamento que dominou na década de 90 com as técnicas de reengenharia e reestruturação – elas precisaram achar formas de aumentar as receitas, e abrir novos canais de distribuição pode ser uma alternativa interessante, observe o exemplo abaixo:

O CHOCOLATE
Antigamente você comprava uma barra de chocolate com 200g, embalado em papel alumínio, com um papelão firme como base e, por fim, a embalagem em papel. Hoje você compra o mesmo chocolate em uma embalagem de 180g apenas embalado em plástico, ou seja, onde mais reduzir? Agora analise comigo: antigamente você só encontrava esse tipo de produto em supermercados ou distribuidoras, hoje você encontra na cantina, na banca de jornal e até na farmácia. Entendeu a vantagem competitiva em distribuição conquistando novos canais e aumentando as vendas?


 PARTICIPANTES DE CANAL
Nesta etapa, vamos conhecer melhor como os participantes da cadeia de distribuição se comportam e quais são seus papéis. Segundo Rosenbloom (2002), o gerente de canal pode usar intermediários, com base nos princípios de especialização e divisão do trabalho ao alocar tarefas de distribuição entre um grupo selecionado de participantes de canal. A estrutura de canal resultante deverá alcançar os objetivos de distribuição da empresa com alto grau de eficiência.
Os canais possuem participantes considerados membros e outros considerados não membros. Tudo depende da função “negociação” estabelecida nos fluxos de canal, que podem ser: de Produto; de Negociação; de Propriedade, de Transporte e de Comunicação.


                                                        Fonte: adaptado de Rosenbloom (2002, p.47)

Analisando a figura acima, podemos perceber que quando falamos de participantes MEMBROS, temos os elos tradicionais e “visíveis” da distribuição, são os fabricantes, atacadistas, varejistas e o próprio consumidor que também participa desse fluxo de comunicação. Falaremos deles na sequência.
Já nos participantes considerados NÃO MEMBROS, temos os agentes facilitadores, que participam da cadeia nos bastidores da negociação, são transportadoras, centros de distribuição e armazenagem, financeiras, seguradoras etc., ou seja, nenhum deles negocia o produto efetivamente, mas elementos associados a ele.
A importância de cada participante varia de acordo com o tipo de produto, ou seja, se for um produto de varejo e altamente perecível, como iogurtes, o membro varejista e o agente facilitador transportador parceiro serão elementos muito importantes no arranjo distribuidor.


Desenho de um Canal de distribuição eficiente
Quando compramos um produto não imaginamos a lógica por trás do caminho ou desenho estratégico que permitiu que ele estivesse naquela prateleira daquele estabelecimento, mas essa lógica existe e faz toda a diferença para um produto. Quem sabe usar isso muito bem é a Coca-Cola, antigamente você só encontraria esse produto em duas opções de embalagem e em pouquíssimos pontos de venda. Hoje a coca-cola está em máquinas de vendas, postos de gasolina, farmácias, bancas de jornal, cantinas e até nos quais, tradicionalmente, já a encontrávamos, como bares, restaurantes e supermercados.
Mas o que faz uma empresa optar por tantos canais de distribuição? A resposta está em um dos tópicos que já discutimos nessa unidade: as empresas precisam aumentar a receita e para isso, aproveitam a impulsividade e conveniência e tornam o ato de comprar muito mais passivo do que ativo para o consumidor, praticamente “empurramos” (estratégia push) visualmente a oferta de produtos aos nossos consumidores, ao invés de “puxarmos” (estratégia pull) esse consumidor para pontos de vendas específicos para que ele possa encontrar o produto. Um bom desenho de canal deve “escoar”, promover seus produtos e serviços ao alcance do consumidor certo, na hora certa e no local certo, isso tudo somados a bons atributos de produto, preço adequado ao público e uma comunicação eficaz = sucesso garantido!


FIQUE POR DENTRO
Vamos entender um pouco melhor as estratégias PUSH e PULL?
Antigamente as empresas investiam muito em comunicação, criando campanhas fantásticas, ótimas propagandas e investindo MUITO dinheiro para atrair seus consumidores para os pontos de venda e para que escolhessem a sua marca.
Chamamos esse fenômeno de estratégia PULL (puxar). Com o passar dos anos e os preços proibitivos das mídias de massa, as empresas começaram a procurar alternativas de menor custo e de bons resultados nas vendas. Iniciam-se os investimentos em trade marketing e na abertura de novos canais de vendas, incluindo a venda direta e o e-commerce, a ideia era levar os produtos até os consumidores, essa ação é conhecida como estratégia PUSH (empurrar).
Analise comigo, há mais de vinte anos a Nestlé investia muito para a que o comercial do Suflair fosse veiculado no intervalo da novela com maior audiência na TV, isso estimulava o desejo de compra nos consumidores e fazia com que eles no dia seguinte, se dirigissem ao supermercado mais próximo para comprar o chocolate, muitas vezes chegavam ao local e o preço não era tão convidativo quanto o comercial de TV, o que muitas vezes não convertia venda. Hoje, você não vê comerciais do Suflair, mas quando vai abastecer seu carro e dirige-se a loja de conveniência para pagar o combustível, se depara com uma série de ofertas de produtos próximos ao caixa, entre eles um display com a marca Sulflair escrito: Preço sugerido R$1,99. Resultado: você compra. Qual a diferença de investimento entre a propaganda e display no PDV – Ponto de Venda certo? Muita, mas a venda foi revertida da mesma forma.

Mas antes de desenharmos o melhor canal para um produto ou serviço, devemos entender qual a real necessidade, quais os objetivos de distribuição. Vamos falar um pouco mais sobre isso. Segundo Rosenbloom (2003), as empresas podem ter algumas situações específicas que as levam a desenhar ou ajustar seus canais de distribuição:
1. Desenvolvimento de Novos produtos ou de Novas Linhas de Produto – DNP ou DNLP: os canais existentes podem ser utilizados ou há necessidade de explorar outros canais para acessar outros públicos? Quando a Sadia lançou o Hot Pocket ela aproveitou seus canais existentes (supermercados, mercearias etc.) e ainda inseriu lojas de conveniência e máquinas de vendas como canais adicionais para essa linha.



 2. Levar um produto existente para novos mercados: se a intenção é expandir a participação de mercado e receita, então as empresas devem buscar adicionar novos canais que levem seus produtos a novos mercados. Um exemplo interessante é a empresa Yakult que optou por criar uma rede de revendedoras porta a porta que leva seus produtos a milhares de consumidores em suas casas e no trabalho.



3. Mudanças no composto de marketing: também podem exigir um redesenho de canais para renovar a marca em novos mercados. Vamos analisar o exemplo da Havaianas, quando a marca já estava em declínio e com uma linha de produtos de baixo valor agregado, a marca se renovou, tornando-se um produto de grife internacional, foi necessário uma nova estrutura de parceiros de varejo, o mercadinho da esquina que antes vendia havaianas deu lugar as lojas conceito da Havaianas e outras lojas de grife.


4. Mudanças estratégicas como Fusões e aquisições: também podem alterar a estrutura de canal. Quando a Danone adquiriu a operação da Paulista, recebeu uma grande rede de distribuidores da linha de lácteos que antes ela não conseguia explorar.




5. Conflitos de Canal: podem levar as empresas a mudar a estratégia de canal em algumas situações, como e-commerce, empresas de venda porta a porta como Avon e Natura, tiveram que adaptar seus canais de e-commerce para não comprometerem a receita de seu exército de revendendoras.
Após o entendimento dessas necessidades, é necessário estabelecer os objetivos de distribuição, ou seja, queremos vender em grandes quantidades, queremos vender menos, mas com alto valor agregado? Queremos aumentar a capilaridade para expandir a comunicação da marca no mercado? Enfim, decisões como essa são fundamentais para que a empresa passe a definir seus canais e seus parceiros na cadeia de distribuição.

QUEM FAZ O QUÊ AO LONGO DO CANAL?
Analisar quem irá operar as demandas da distribuição dos produtos como assistência técnica, fragmentação de estoques, treinamento de vendedores, financiamentos etc., também será importante para a definição do desenho de canal.
Após essas definições passamos ao desenvolvimento de estruturas possíveis de canal, nesta etapa seguimos alguns passos recomendados por Rosenbloom (2003).
A. Níveis e Intensidade de Canais: entender se precisaremos de muitas lojas revendendo nossos produtos e para isso necessitaremos de vários atacadistas captando esses varejistas, são decisões que espelham a intensidade e o número de níveis de canal.

                                                    Fonte: adaptado de Rosenbloom (2003, p.178)

Como você pode observar na figura acima, as empresas podem optar por canais diretos ou indiretos. Consideramos um canal direto quando uma empresa opta por vender diretamente
aos seus clientes, sem intermediários. Um exemplo clássico desse modelo é a Dell, vender computadores sem intermediários foi a opção dessa marca por um bom tempo de sua operação.
Quando as empresas necessitam de intermediários de atacado e varejo, elas optam por canais indiretos. Elas podem trabalhar somente com canais de varejo, exercendo a função atacadista em uma estrutura de venda própria, como a Cremmer ou pode adotar uma estrutura de vários níveis para poder atingir uma maior intensidade de distribuição, optando por vários tipos de atacadistas e pelos mais diversos tipos de varejo, inclusive planejando embalagens adequadas para cada um desses tipos de varejo.
Quando falamos de intensidade, as empresas podem optar por três modalidades: intensiva, seletiva e exclusiva.


Observando a figura, perceba que uma distribuição mais intensiva é um desenho capilarizado, com muitos pontos de venda do produto. Com essa estratégia, não há muita preocupação com a seleção dos atacadistas e varejistas, diferente da distribuição seletiva, onde a empresa já começa a selecionar quem poderá distribuir o produto, mas essa intensidade ainda garante uma boa cobertura de pontos de venda, marcas de calçados e eletroeletrônicos podem ser bons exemplos de produtos que utilizam esse tipo de desenho. Na distribuição exclusiva a seleção é bem mais rigorosa e as relações de parceria também, geralmente são estratégias adotadas por marcas de luxo ou por franquias.
Depois das definições de intensidade, a empresa precisará definir quais tipos de intermediários escolherá. Existem algumas classificações para Atacadistas e Varejistas, vamos conhecer um pouco sobre elas?
A. Tipos de Intermediários:
a. Intermediários de Atacado: segundo Rosenbloom (2003, p.278) “Atacadistas consistem em empresas engajadas na venda de bens para revenda ou uso industrial. Seus clientes são empresas varejistas, industriais, comerciais, institucionais, profissionais ou agrícolas, bem como outros atacadistas”. Podem ser classificados em três tipos:
I. Atacadistas Tradicionais: classificam-se aqui distribuidores exclusivos ou não, atacadistas de balcão ou autosserviço, estes últimos abastecem, geralmente, bares, restaurantes e pequenos varejos.
II. Representantes comerciais: são vendedores autônomos que fazem a prospecção de venda. São reconhecidos por uma carteira de clientes forte e por atuar em segmentos especializados por muito tempo. Podem ser pessoa física ou jurídica.

III. Equipe de vendas do fabricante: são equipes de venda contratadas, treinadas e monitoradas pela empresa. Os objetivos dessas equipes são prospectar intermediários de varejo e gerenciar o relacionamento nessa carteira. Essa é uma opção mais cara que a representação ou atacadistas, mas quando a marca exige uma preservação de identidade e um maior relacionamento com seus parceiros de varejo, é a opção mais acertada.

Na figura abaixo, um detalhamento maior da classificação de atacadistas:




B. Intermediários de Varejo: segundo Serrentino (2006, p.23),

 abordagem tradicional do marketing de consumo leva as empresas a um processo de busca da fidelidade e lealdade do consumidor. Mas o comportamento dos consumidores vem se transformando em uma natural e crescente infidelidade a produtos, marcas e lojas. O aumento da informação e de racionalidade, a diversidade de momentos de compra e as mudanças de hábito e estilo de vida vêm fazendo com que o consumidor torne-se progressivamente MULTICANAL, MULTIFORMATO, MULTIBANDEIRA, e MULTIMARCAS em sua relação com os produtos e lojas. Esse vem sendo o principal impulsionador das estratégias de diversificação de formatos, canais, bandeiras por parte do varejo.

Podem ser classificados em dois grupos:
I. Varejistas com Lojas
1. Alimentos
2. Mercadorias em geral
3. Serviços
II. Varejistas sem Lojas
1. Convencionais: venda direta, porta a porta, catálogo, máquinas de vendas etc.
2. Eletrônicos: vendas por telefone, e-commerce, inclusive os portais de venda e-commerce

podem ser uma ótima alternativa multicanal.



Além da classificação é importante pontuarmos algumas ações importantes para que os intermediários de varejo possam realmente ter um bom desempenho junto aos consumidores.
Segundo Berman (1996) e Stern et al. (1996), as principais variáveis, para uso por parte dos varejistas para se posicionarem no mercado, incluem:
• Localização
• Variação em serviços
• Política de Preços
• Objetivo de margem e giro de estoques
• Mix de produtos
• Mix de Comunicação
• Atmosfera da Loja

INDICAÇÃO DE LEITURA
Inovações no Varejo: Decifrando o quebra-cabeça do consumidor.

Autor: Alberto Serrentino
Editora: Saraiva
Ano de Publicação: 2006

PLANO DE MARKETING
As empresas devem desenvolver um plano de marketing para alinhar todas as estratégias: produto, preço, comunicação e distribuição. Existem muitos autores que trabalham com elos de planos de marketing (Cobra, Aacker, Raimar Richards), mas optamos pela versão proposta por Kotler (1998) para essa unidade.

Sumário Executivo
Apresenta uma breve visão do plano, bem como dados básicos sobre o produto e público-alvo. Ainda no sumário executivo é interessante apresentar as principais metas do plano,  metas de vendas e participação de mercado.

Situação atual de Marketing
Nesta seção são mostrados os atuais cenários ligados a:
• Situação de Mercado: dados de mercado-alvo, suas percepções, comportamento e tendências de consumo, participação atual de mercado de todos os players.
• Situação de Produto: aqui são mostrados dados de vendas, preços, margens de contribuição, lucro líquido dos últimos anos. Pesquisas relacionadas à marca também podem ser interessantes nessa fase.
• Concorrência: aqui descrevemos os concorrentes, sua posição e participação de mercado, atuais lançamentos, análises em relação a preço, qualidade e outros atributos relevantes para o consumidor.
• Situação da Distribuição: pontos fortes e fracos de cada tipo de canal de distribuição, panorama geral da eficiência dos canais.
• Macroambiente: principais tendências relacionadas às variáveis macroambientais como aspectos demográficos, sociais, socioambientais, econômicos, jurídicos etc.

Análise das Oportunidades
• Análise de oportunidades e ameaças: alinhado com os tópicos já mencionados na seção de Situação Atual de Marketing, o gestor de marketing deve ampliar a discussão acerca das tendências, percepções do consumidor e outros cenários que possam configurar oportunidades ou ameaças. A mesma análise deve ser feita olhando para os aspectos internos da empresa, entendendo os principais pontos fortes e fracos da empresa no que tange a marketing. Nessa etapa, podem ser esclarecidos problemas nos produtos, embalagens, capacidade de produção, tecnologia
etc.
• Hipóteses: nessa etapa da análise o gestor deve elaborar algumas questões estratégicas a serem respondidas ao longo do plano. Devemos continuar com os canais atuais? Desenvolvemos uma mudança de embalagem? Desenvolvemos uma nova linha de produtos mais econômica para concorrer com produtos de preços mais baixos? Enfim, questões cruciais e estratégicas para as decisões de marketing.

Definição dos Objetivos
• Objetivos Financeiros: metas financeiras que incluem receita esperada, ponto de equilíbrio, retorno sobre o investimento e fluxo de caixa.
• Objetivos Mercadológicos: metas de vendas, participação de mercado, expansão de rede de revendedores, alterações no preço ou outros atributos do produto.

Estratégia de Marketing
Aqui Kotler (1998) usa a expressão “Plano de Jogo”, ou seja, aqui são descritas todas as estratégias relacionadas a:
• Público-alvo
• Posicionamento
• Linha de Produtos
• Preço
• Canais de Distribuição
• Força de vendas
• Serviços
• Comunicação
• Pesquisa e desenvolvimento
• Pesquisa de mercado

Planos de ação
Após as definições estratégicas, o gestor deverá desdobrar as ações necessárias para colocar em prática as propostas. Isso deve acontecer mediante ferramentas tecnológicas (planilhas ou programas como Project, por exemplo, são muito utilizados), com o detalhamento da ação, responsável, recursos e prazos. Essa etapa é fundamental para assegurar a viabilidade do plano e sua implementação adequada.



Orçamento detalhado
É importante anexar ao plano dados detalhados sobre a previsão de investimentos para a implementação das estratégias, no momento da apresentação, esses dados poderão ser ajustados ou modificados.
Vamos praticar?
Há alguns anos a fabricante de cerâmicas Portobello, resolveu fazer uma grande revisão em suas estratégias de marketing, o trabalho foi tão bem feito que o impacto se cascateou até a área de produção e estocagem, que implantou mudanças em função das mudanças propostas no portfólio de produtos.

REFLITA
A proposta é trabalharmos com o case da Portobello Shop, e analisarmos os principais pontos estratégicos abaixo. Leia o case e reflita:

ANTES
Para onde vai o quê?
Os produtos cerca de 1 500 itens diferentes eram vendidos indistintamente para os três canais:
Lojas de material de construção
Construtoras
Lojas exclusivas Portobello Shop

O que custa quanto?
Era aplicada a mesma margem de lucro para todos os produtos.

Quem vende o quê?
Uma equipe de 80 vendedores atendia todos os canais, oferecendo todos os produtos. Suas metas eram baseadas em volumes.

DEPOIS
Para onde vai o quê?
Há 794 itens vendidos apenas nas lojas Portobello Shop e 498 itens exclusivos destinados às revendas multimarcas. É enviada aos dois tipos de loja quase a totalidade dos 291 produtos restantes.

O que custa quanto?
Há políticas de preço definidas para cada canal. A margem dos produtos de maior giro e menor valor agregado é menor que a dos produtos de giro menor e maior valor agregado. Itens iguais vendidos em canais diferentes podem ter preços diferentes.

Quem vende o quê?
Uma equipe de 30 vendedores atende as revendas multimarcas. Outra, com 60 profissionais, atende as construtoras. E sete consultores de franquias atendem as Portobello Shop. As metas agora são baseadas em rentabilidade.

Analisando o case da Portobello, percebemos como as empresas podem se acomodar em suas análises fazendo sempre as mesmas coisas, entendendo situações custosas e pouco eficientes como parte do processo. Cabe aos profissionais de marketing e gestão, buscarem  sempre esse olhar novo, quebrar paradigmas e zonas de conforto, provocando a empresa a reflexões sobre suas estratégias e processos.


FIQUE POR DENTRO



Reforma no balcão

Endividamento e margens apertadas. A solução da catarinense Portobello:
revolucionar seu relacionamento com o varejo
Por Suzana Naiditch

EXAME A gaúcha Lia Gonçalves de Bortoli, de 41 anos, faz parte de um time de 30 vendedores que atendem as lojas de material de construção que comercializam os produtos da catarinense Portobello, terceira maior fabricante de revestimentos cerâmicos do país. Até três anos atrás, ela oferecia todos os cerca de 1 500 itens do portfólio da empresa a todos os canais de venda -- lojas multimarcas, lojas exclusivas e construtoras. “Eu só pensava num número que tinha de ser fechado a todo custo”, diz. Quando o mês estava acabando, Lia apelava para os descontos, que corroíam boa parte da rentabilidade. Hoje, ela atende somente as revendas multimarcas e lida com um catálogo mais enxuto, com produtos específicos para elas. E, no lugar das metas por volume, sua comissão é calculada sobre o lucro bruto de suas vendas. O novo sistema estimulou Lia a ajudar as lojas a vender mais, dando treinamento aos funcionários, verificando quais itens têm maior giro e propondo ações conjuntas de promoção.

O novo jeito de trabalhar de Lia -- e dos demais 96 vendedores da Portobello -- é fruto de uma profunda reestruturação realizada durante os últimos dois anos. De um lado, estava a empresa. De outro, seus canais de venda. Produtos específicos foram reservados para a rede de lojas próprias da marca, a Portobello Shop. As margens de lucro foram recalculadas com base no giro dos produtos. As funções e as metas dos vendedores, redesenhadas. Ações desse tipo, aparentemente simples, ajudaram a Portobello a atingir um faturamento de 490 milhões de reais em 2002 -- 70% mais que dois anos antes. O lucro operacional dobrou no período, chegando a 146 milhões de reais. Os resultados só não foram melhores porque, entre 1999 e 2000, a empresa endividou-se em dólar para construir uma nova fábrica de porcelanato. Com isso, o balanço do ano passado mostrou prejuízo líquido de 34 milhões de reais. Tal situação, porém, começa a ser revertida. No primeiro semestre deste ano, o lucro líquido da companhia chegou a 19,8 milhões de reais.

Foram justamente o endividamento e a necessidade de gerar melhores resultados que levaram a Portobello a questionar antigas práticas. “O relacionamento com o varejo poderia ser mais rentável e eficaz para os dois lados”, diz o catarinense Cesar Gomes Junior, presidente da empresa e filho do fundador, Cesar Gomes, atualmente no conselho de administração. A busca por um modelo mais eficiente também era necessária para enfrentar uma situação que afeta todas as empresas de bens de consumo. A concorrência aumentou, as margens de lucro ficaram mais apertadas e o varejo experimenta uma concentração nunca vista, com o crescimento de redes como a Castorama, recentemente adquirida pela inglesa Kingfisher, a francesa Leroy Merlin e a Telhanorte, do grupo francês Saint-Gobain.

Ao mesmo tempo, a demanda no mercado interno estagnou. No primeiro semestre deste ano, as vendas de material de construção caíram 1,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Assim, sobra pouco espaço para negociar preços e descontos sem sacrificar a rentabilidade. “De que adianta pesquisar cor, design, tecnologias avançadas e perder tudo no canal de venda?”, diz Mauro do Valle Pereira, diretor comercial da Portobello.
A ideia de que tudo deveria ser vendido em toda parte foi a primeira a ser revista. Um exame nos relatórios revelou que um mesmo produto muitas vezes saía bem em determinado canal, mas encalhava em outro. Era o caso, por exemplo, do Marmi, um revestimento sofisticado que imita o mármore. Esse produto girava bem nas Portobello Shop. Nas revendas multimarcas, tinha pouca saída. “Produtos mais caros tendem a ter baixo giro numa loja de material de construção”, diz Eugênio Foganholo, da Mixxer Desenvolvimento Empresarial, consultoria paulista especializada em bens de consumo e varejo, contratada para dar suporte ao projeto. “Como não é possível manter estoques por muito tempo, as lojas acabam sacrificando suas margens para poder vendê-los.”

O Marmi e outros mais de 790 produtos com esse perfil ficaram reservados para a rede de franquias da marca Portobello. Nelas, os preços mais altos também são justificados por serviços como entrega agendada, medição na obra feita por um técnico, atendimento fora do horário comercial e colocação do revestimento. Os 291 produtos com boa saída tanto nas Portobello Shop quanto nas lojas de material de construção continuam sendo vendidos nos dois canais. “São itens básicos, como azulejo branco”, diz Pereira. Há um portfólio com outros 498 produtos destinados exclusivamente às revendas multimarcas.

A política de preços também mudou. Antes da reformulação, a Portobello aplicava basicamente a mesma margem de lucro para todos os produtos e canais. Agora, os itens básicos, de giro elevado, têm margem menor do que os itens mais sofisticados. O Berlino, um produto da linha Marmi, por exemplo, hoje é vendido com quase o triplo da rentabilidade anterior. “Agora trabalhamos com várias margens, dependendo do tipo de produto, do giro e do canal de venda”, diz Pereira. Um mesmo item pode ser até 10% mais caro numa Portobello Shop do que numa loja comum. “Faz sentido cobrar mais se o serviço prestado é diferenciado”, afirma Foganholo.

O novo desenho melhorou a logística das oito unidades fabris localizadas no município de Tijucas, a 50 quilômetros de Florianópolis. “Antes nossos estoques tinham de ser altos para poder suprir todos os pontos-de-venda com todo tipo de produto”, diz Mário Batista, diretor financeiro. Hoje a empresa mantém reservas altas apenas dos itens de maior giro. Na média, os estoques baixaram de um patamar de 90 para 60 dias. As lojas franqueadas passaram a trabalhar sob encomenda no caso dos produtos mais sofisticados. A mercadoria vai da fábrica diretamente para a obra do cliente.

Os franqueados da rede estão gostando? “Pretendo faturar 20% a mais neste ano”, diz a empresária gaúcha Maria Cristina Rotta Ely, dona de duas Portobello Shop em Porto Alegre. “E, com margens maiores, vou obter mais rentabilidade.” Segundo um levantamento da empresa, as 65 lojas Portobello Shop registraram aumento de 14,2% nas vendas entre janeiro e agosto deste ano, comparado ao mesmo período de 2002.

As revendas multimarcas também parecem preferir o novo sistema. “Antes nossos vendedores reclamavam que era difícil comercializar a Portobello devido à concorrência com as lojas exclusivas”, diz José Rubens Marques Nunes, diretor de compras da rede C&C, com 28 lojas de material de construção em São Paulo e no Rio de Janeiro. “Hoje, vendemos os produtos em comum a preços mais baixos do que a rede de franquias e também temos uma linha exclusiva para nós.” Nunes calcula que as vendas de produtos da Portobello na C&C aumentaram 40% nos últimos 12 meses.

As vendas nas lojas multimarcas estão crescendo em grande parte graças ao novo papel reservado aos vendedores, como Lia. Em visitas aos clientes, ela os ajuda a definir o que comprar, combina ações de mídia, promoções e treinamentos para os vendedores das lojas. “Eu era uma tiradora de pedidos que aparecia uma vez por mês em cada cliente”, diz Lia. “Agora vou uma vez por semana e minha função é ajudá-los a vender mais e melhor.” Lia conta com a ajuda de estudantes de arquitetura que circulam pelas principais revendas fazendo projetos, observando aquilo que está vendendo mais e se a exposição dos produtos na loja está adequada. “Elas me abastecem de informações”, diz Lia. “Assim, é possível corrigir eventuais problemas antes que se transformem em maus resultados.”






CONSIDERAÇÕES FINAIS
Iniciamos a unidade sugerindo uma leitura que nos dá um panorama histórico do crescimento do poder do varejo no mundo, a partir daí conduzimos nossas reflexões sobre o crescimento da importância de uma boa Gestão de Canais de Distribuição, mostrando que preço, atributos e características dos produtos e comunicação não são mais garantias de vantagem competitiva sustentável, somente uma boa e leal rede de distribuição cria diferenciais e barreiras concorrenciais suficientes para assegurar um bom desempenho do produto no mercado.
Na sequência falamos sobre os participantes de canal, na decisão de usar ou não intermediários de atacado e varejo e quais são aqueles participantes considerados não membros, porém fundamentais para que o processo de distribuição ocorra com eficiência logística adequada.
Lembrando que a importância de cada participante varia de acordo com o tipo de produto, ou seja, se for um produto de varejo e altamente perecível, como iogurtes, por exemplo, o membro varejista e o agente facilitador transportador parceiro serão elementos muito importantes no arranjo distribuidor.
Em seguida, falamos sobre as características de um Desenho de um Canal de distribuição eficiente. Trabalhamos as estratégias PUSH e PULL para entender como os investimentos em comunicação migraram para recursos destinados a expansão da rede e ações de comunicação no ponto de venda.
Entendemos a importância de se definir adequadamente as expectativas e objetivos com os canais de distribuição e como decisões de volume ou de valor agregado podem afetar o planejamento do canal de distribuição fundamentalmente.
Para isso, fizemos uma discussão em cima dos principais motivos que levam as empresas a criarem ou modificarem seus canais de distribuição.
• Desenvolvimento de Novos produtos ou de Novas Linhas de Produto – DNP ou DNLP.
• Levar um produto existente para novos mercados; Mudanças no composto de marketing.
• Mudanças estratégicas como Fusões e aquisições.
• Conflitos de Canal.
Analisamos também quem irá operar as demandas da distribuição dos produtos como assistência técnica, fragmentação de estoques, treinamento de vendedores, financiamentos etc., também será importante para a definição do desenho de canal que deverá contemplar uns tópicos importantes:
• Níveis e Intensidade de Canais:
• Diretos ou Indiretos
• Intensiva, Seletiva ou Exclusiva
Os intermediários também são importantes em um sistema de distribuição, reforçamos as principais classificações:
C. Tipos de Intermediários:
Intermediários de Atacado:
1. Atacadistas Tradicionais
2. Representantes comerciais
3. Equipe de vendas do fabricante
Intermediários de Varejo:
I. Varejistas com Lojas
1. Alimentos
2. Mercadorias em geral
3. Serviços
II. Varejistas sem Lojas
1. Convencionais.
2. Eletrônicos.
Finalizando a unidade, trabalhamos o fechamento de todas as estratégias de marketing, afinal elas devem ser reunidas em um plano organizado e coeso para que efetivamente funcionem no mercado.
Utilizamos a vertente de Kotler (1998) que pressupõe um plano de marketing com os seguintes tópicos:
• Sumário Executivo:
• Situação atual de Marketing:
I. Situação de Mercado
II. Situação de Produto
III. Concorrência
IV. Situação da Distribuição
V. Macroambiente
• Análise das Oportunidades
I. Análise de oportunidades e ameaças
II. Hipóteses
• Definição dos Objetivos:
I. Objetivos Financeiros:
II. Objetivos Mercadológicos
• Estratégia de Marketing
I. Público-alvo
II. Posicionamento
III. Linha de Produtos
IV. Preço
V. Canais de Distribuição
VI. Força de vendas
VII. Serviços
VIII. Comunicação
IX. Pesquisa e desenvolvimento
X. Pesquisa de mercado
• Planos de ação:
• Orçamento detalhado
Finalizamos com o case da Portobello onde discutimos as mudanças que uma boa análise de marketing pode fazer em uma empresa.

ATIVIDADES
1) Reflita sobre o crescimento da importância dos canais de distribuição e aponte os principais motivos.
2) Fale como o varejo pode optar por uma estratégia multicanal e as vantagens e desvantagens dessa escolha.
3) Cite exemplos de marcas que utilizam a distribuição exclusiva.
4) Qual a importância das estratégias de marketing se configurarem em um plano de ações?

CONCLUSÃO
O grande objetivo de qualquer empresa é alcançar uma vantagem competitiva que seja capaz de fidelizar seus consumidores por muito tempo e conseguir “anular o efeito” das ações de seus concorrentes.
O marketing exerce um papel fundamental neste objetivo, porque alinha as estratégias de produto, entendendo os consumidores, seus comportamentos, trazendo para dentro da organização, essas informações transformadas em inovações em produtos e processos estratégicos.
Ser um bom gestor de marketing requer habilidades ligadas à abertura e flexibilidade à inovação, também exige que o gestor esteja atento aos movimentos de mercado, prestando atenção à dinâmica de consumo de seus produtos no mercado, mas também às ações de seus concorrentes, no que tange à inovação em produtos, estratégias de precificação, comunicação e distribuição.
A informação é, sem dúvida, o maior ativo para o gestor de marketing. Ter dados e informações sobre o mercado e sobre os números e ações da empresa onde atua, é fundamental para o processo de planejamento e tomada de decisão. Então, direcionar esforços em pesquisa de mercado e formação contínua da equipe, são elementos importantes para que ele possa colocar em prática as estratégias de marketing.

Referências
1. ANDRADE, Carlos Frederico. Marketing, o que é? Quem faz? Quais as tendências? Curitiba: IBPEX, 2009.
2. DIAS, Sergio Roberto (Coord.). Gestão de Marketing. São Paulo: FGV, 2003.
3. KOTLER, Philip. Administração de marketing. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1998.
4. ROSENBLOOM, Bert. Canais de marketing: Uma visão Gerencial. São Paulo: Editora Atlas, 2003.

Sites Consultados:
m0052384>. Acesso em: 14 ago. 2013.
2. <http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2013/08/veja-diferencas-entre-conceitos-que-definem-classes-sociais-no-brasil.html>. Acesso em: 13 ago. 2013.
3. <http://tirandoofoco.blogspot.com.br/2010/10/significado-das-cores-na-publicidade. html>. Acesso em: 15 ago. 2013.
4. <http://www.sm.com.br/Editorias/Ultimas-Noticias/Ritmo-de-crescimento-dealimentos-funcionais-acelera-no-Brasil-15218.htm>. Acesso em: 12 ago. 2013.
5. <http://www.trendwatching.com/pt/trends/trendsrefreshed/>. Acesso em: 12 ago. 2013.
6. <http://www.abcdomarketing.com.br/wp-content/uploads/2009/01/case-natura.pdf>. Acesso em: 12 ago. 2013.
7<http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/observatorio_controle_tabaco/site/home/dados_numeros/consumo_per_capita>. Acesso em: 13 ago. 2013.[


1 - O Marketing tem função empresarial, ou seja, realiza análise de mercado interno e externo para direcionar suas ações. Diante dessa afirmação, analise as asserções e assinale a alternativa correta.

I. O gestor de marketing deverá ter uma visão holística para tomada de decisão. (“Holístico” é palavra de origem grega que remete a uma ideologia que considera o inteiro como algo maior do que a soma de suas partes individuais).
 PORQUE
II. As empresas são dinâmicas e precisam ser flexíveis para compreender e atender a necessidade do cliente.
Escolha uma:
a. A asserção I é falsa e a II é verdadeira.
b. A asserção I é verdadeira e a II é falsa.
c. As asserções I e II são verdadeiras e a II é um complemento da I. X
d. As duas asserções são falsas.
e. As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não complemente a I.

2 - Entendemos que o marketing utiliza conceitos oriundos de várias áreas, como economia, estatística, psicologia e comportamento do consumidor, sociologia, tecnologia, entre outras. Mas é da Economia que surgiram os primeiros insights de Marketing. Avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I. Ao efetuar uma compra o consumidor avalia e decide o que é melhor para ele.
PORQUE
II. A qualidade do produto e/ou serviço é subjetiva independente se vai atender uma necessidade ou desejo individual.

A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
Escolha uma:
a. A asserção I é verdadeira e a II é falsa.
b. As duas asserções são falsas.
c. As asserções I e II são verdadeiras e a II é um complemento da I. X
d. As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não complemente a I.
e. A asserção I é falsa e a II é verdadeira.


I é verdadeira, pois em uma sociedade de mercado onde o consumo é livre, cada consumidor escolhe, de acordo com critérios subjetivos, aquilo que está mais de acordo com os seus desejos (é uma ideia de "melhor" neste sentido, não necessariamente o mais apropriado).

II é verdadeira, pois o mercado atende à necessidades e gostos diferentes, de modo que os produtos são subjetivamente julgados, de modo que algo que é considerado de ótima qualidade para um pode ser visto como uma "porcaria" por outro.

II explica e complementa aquilo que foi dito em I.


3 - Avaliar qual meio e quais canais está dando um resultado direto sobre vendas, lembrando que nem sempre “vendas” compõem o objetivo da comunicação, algumas vezes a comunicação apenas quer construir uma identidade e reforço da marca, e isso não tem relação direta somente com as vendas, mas com a lembrança e percepção da imagem da marca. Esta afirmação se refere a:
Escolha uma:
a. Composto promocional
b. Mídia impressa
c. Mensuração dos resultados. X
d. Orçamento.
e. Mídias em pontos de vendas

4 - Atualmente, em uma mesma categoria de produto, as diferenças entre os modelos são muito pequenas, pois o acesso à informação sobre os produtos concorrentes e a possibilidade de replicar inovações tecnológicas é muito rápido. Isso se denomina comoditização. Sobre este tema, leia e avalie as afirmações a seguir:
I. A comoditização permite ao consumidor encontrar inúmeros produtos similares para sua seleção e escolha.
II. Mesmo produtos básicos, como uma bolacha salgada, podem sofrer processo de diferenciação, ao adequá-la a situações específicas de consumo do público.
III. Uma vez que as inovações tecnológicas podem ser replicadas rapidamente, não é relevante para as empresas investirem em diferenciação.
IV. O esforço das empresas posicionarem seus produtos de forma diversa intensifica o efeito da comoditização.

É correto o que se afirma em:

Escolha uma:
a. II e III, apenas.
b. I, II, III, IV.
c. I e II, apenas. 
d. I, III e IV, apenas.
e. I, II e IV, apenas.  C

5 - A globalização não significa apenas fazer negócios além das fronteiras nacionais, mas também significa aumento da competição para quase todo tipo de organização. Duas forças principais têm governado a globalização: a procura de novos mercados e a necessidade de reduzir custos. Neste sentido, analise as alternativas abaixo.  
I. A adoção de novas tecnologias e formas de organizar a produção e gestão de empresas.
II. Preços elevados praticados pelas grandes empresas que tem uma participação global.
III. Formação de blocos regionais, fortalecendo o comércio regional.
IV. Criação de situações de desemprego.
V. Maior oferta de produtos.
É correto o que se afirma apenas em:

Escolha uma:
a. II. X
b. I.
c. IV.
d. III.
e. V.

6 - Muito mais do que apenas conhecer o mercado, é necessário que o profissional de Marketing saiba corretamente o que encontrar em um mercado antes de ofertar seus produtos ou serviços, são pequenas variáveis que transformam o ambiente em algo favorável a colocação do produto ou então determina a busca por um mercado menos saturado, mais atrativo ou então mais fácil de trabalhar, usando-se de estudos aprofundados e com consciência das ações tomadas.
Disponível<:http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos1/Variaveis_mercadologicas_em_marketing.htm> acesso em 12 jul. de 2018
Considerando as variáveis ambientais no planejamento estratégico, associe as duas colunas, relacionando os tipos de variáveis com seus respectivos ambientes.

(1)  Ambiente demográfico
( ) Saber a distribuição de renda permite clareza de ações da organização para venda do produto
(2)  Ambiente econômico
( ) As empresas devem se atentar em verificar as legislações em todos os âmbitos que abrange o ramo de atividade de atuação.
(3)  Ambiente tecnológico
( ) Entender como as regiões crescem em termos de população e poder de consumo são informações necessárias para criar estratégias.
(4)  Ambiente Político-legal
( ) A tecnologia mudou o relacionamento entre as empresas e os consumidores.

Escolha uma:
a. 2,3,1,4
b. 1,2,3,4
c. 1,3,2,4
d. 2,4,1,3 X
e. 1,4,1,3

7 - Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividades de produção montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. Avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

I. Os fornecedores são considerados uma importante ligação entre a empresa e o consumidor, sendo responsáveis por agregar valor à empresa.
 PORQUE
 II. Quando estes não cumprem o combinado, a empresa não tem como controlar e, muitas vezes, prever, já que é uma instituição externa à empresa.
A respeito destas asserções, assinale a opção correta.
Escolha uma:
a. A asserção I é falsa e a II é verdadeira.
b. As duas asserções são falsas.
c. As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não complemente a I. C
d. As asserções I e II são verdadeiras e a II é um complemento da I. 
e. A asserção I é verdadeira e a II é falsa.

8 - Tendo em vista as principais abordagens teóricas sobre o conceito de Marketing, analise as assertivas a seguir:
I. Marketing com foco em segmentação direciona as atividades que envolvem a criação e distribuição de produtos.
II. Marketing com foco no cliente tem como foco somente o cliente.
III. Marketing é um sistema de atividades que busca satisfazer os desejos do mercado-alvo realizando planejamento, precificação e entrega de produtos e serviços buscando atingir os objetivos organizacionais.
IV. Como toda área de atuação o marketing também evoluiu e acompanhou tendências estimulando estratégias mais solidificadas voltadas a produtos e serviços que atenda a sustentabilidade.

É correto o que se afirma em:

Escolha uma:
a. I e II, apenas.
b. I, III e IV apenas.
c. I, II e IV apenas.
d. I, II, III e IV. X
e. II e III, apenas.

9 - O marketing passa por diversas transformações e desafios que precisam ser acompanhados pelos gestores no desenvolvimento de seus planejamentos. Sobre esses desafios analise as afirmações a seguir:

I. Para realizar as estratégias de marketing de forma consistente é preciso ter a capacidade de explorar mercados de forma mais rápida e desenvolver novos produtos de forma eficaz.
PORQUE

II. É necessário descobrir meios para chegar mais perto do cliente e estabelecer relacionamentos mais duradouros.

A respeito das afirmações apresentadas acima, assinale a alternativa correta.

Escolha uma:
a. As afirmações I e II são proposições falsas.
b. A afirmação I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
c. As afirmações I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é justificativa da I. C
d. As afirmações I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I. 
e. A afirmação I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.


10 - Leia a reportagem a seguir: “Após rejeitar os recursos das empresas LG, Panasonic, Samsung, Sony e Philips, o Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional do Consumidor (SENACON), multou as 5 fabricantes de televisores por propaganda enganosa. O governo penalizou as empresas por não fornecerem informações claras sobre a qualidade da imagem dos equipamentos de tela plana nas ofertas, ou seja, elas omitiram que podiam aparecer manchas nas telas”.
Disponível em: <http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/negocios/online/governo-aplica-multamilionaria-a-fabricantes-de-tv-por-propaganda-enganosa-1.970703>. Adaptado. Acesso em 18 jul. 18. 
Com base na reportagem, assinale a alternativa que representa qual ambiente do macroambiente as empresas deixaram de praticar:

Escolha uma:
a. Ambiente demográfico.
b. Ambiente social.
c. Ambiente político-legal. X
d. Ambiente competitivo.
e. Ambiente natural.

1 - Considerando-se o processo de decisão do consumidor, durante a fase de avaliação de alternativas, pode-se afirmar que:
Escolha uma:
a. o posicionamento é fundamental para escolha da oferta. 
b. quanto mais combinam os papéis do consumidor, menos ocorrem conflitos.
c. o conjunto considerado são as marcas que o consumidor conhece
d. o conjunto evocado são as marcas que o consumidor lembra. C
e. o valor da conveniência é menor em decisões próximas do consumo.

As que você conhece, fazem parte do chamado Conjunto Evocado, de evocado, que traz à lembrança. As que você compra e bebe são as marcas do Conjunto de consideração, as que considera beber sempre como primeira opção e por se aproximar de seu gosto.

2 - O processo de avaliação e mensuração de resultados em comunicação é uma ferramenta de ___________ importância para o profissional direcionar e justificar ações que visam um _________ andamento dos processos de construção de uma identidade organizacional e para seu ____________ em sua área de atuação no mercado.
Diante do exposto, na sequência assinale a alternativa que preencha as lacunas corretamente.

Escolha uma:
a. Mínima, mesmo, crescimento.
b. Extrema, mesmo, crescimento.
c. Extrema, melhor, crescimento. X
d. Mínima, melhor, decréscimo.
e. Mínima, mesmo, decréscimo.

3 - Como gestores responsáveis por determinar o que os consumidores levam em consideração para decidirem suas compras, também precisamos conhecer algumas diferenças que parecem puramente teóricas, mas que se fazem necessárias no cotidiano da organização. Analise as assertivas a abaixo:

I. Na frase “estou com fome, preciso parar para almoçar em qualquer lugar”, remete-se a uma necessidade inata de um possível consumidor do meu restaurante.
II. Na frase “eu preciso de uma bolsa PRADA”, remete-se a uma necessidade adquirida.
III. Na seguinte situação “eu quero um refrigerante, mas só tenho dinheiro para comprar água”, estamos exemplificando necessidade inata.
IV. Na frase “eu adoraria ter uma Ferrari” estamos exemplificando uma necessidade inata.
É correto que se afirma em:

Escolha uma:
a. I, III e IV, apenas.
b. II e III, apenas.
c. I, II, III e IV.
d. I e II, apenas. X
e. I, II, e III, apenas.


4 - A propaganda é um elemento do composto da comunicação, que visa criar uma imagem e estimular a aquisição do produto, além de possuir características impessoais. A publicidade é outro elemento deste composto e possui algumas diferenças peculiares da propaganda. Sobre as diferenças entre a propaganda e a publicidade, leia as afirmações abaixo e assinale a alternativa correta:
I. A propaganda é uma forma paga de veiculação e mídia. Trata-se de uma comunicação ou anúncio de caráter persuasivo em um determinado período.

II. Propaganda garante exposição de uma marca, produto ou serviço a um público geral ou específico.

III. Publicidade também é uma forma de comunicação paga que tem por finalidade estimular e incentivar a demanda de um bem ou serviço, expondo em diferentes veículos.

IV. A publicidade busca atrair a atenção e o interesse de um determinado público para um conjunto de informações sobre a empresa anunciante.
Escolha uma:
a. II e III, apenas.
b. I, II, III e IV.
c. I, III e IV, apenas.
d. I, II e IV, apenas. X
e. I e II, apenas.


5 - Por meio da comunicação, é criada uma atmosfera positiva e simbólica, a qual leva o consumidor a pensar que o que está sendo oferecido é melhor do que o que propõe o concorrente. Sendo assim, analise as afirmações a seguir e assinale a opção que apresenta corretamente exemplos de ferramenta de Venda Pessoal do composto de comunicação.

Escolha uma:
a. Vendedor capacitado com bons argumentos de vendas. X
b. Comercial no rádio local informando sobre a loja.
c. Oferta de desconto para as compras acima de um determinado valor.
d. Vitrine organizada com os produtos separados por categorias.
e. Loja decorada com bandeirolas informando a coleção atual.

6 - Para a elaboração do Plano de Marketing, não existe uma fórmula ou modelo pronto. No entanto, o ideal é que o empresário construa seu plano, de acordo com as suas necessidades e seguindo uma estrutura básica: sumário, situação atual, análise das oportunidades, definição de objetivos, estratégia de marketing e plano de ação. Dessa forma, analise as afirmações sobre a estrutura do Plano de Marketing e seus componentes:
I. A análise de mercado busca identificar se o novo projeto apresentará lucro ou prejuízo.
II. A visão representa um dos principais indicadores da empresa e visa apresentar a razão da existência do negócio.
III. Na análise de oportunidade e ameaça o gestor de marketing deve ampliar a discussão acerca das tendências, percepções do consumidor e outros cenários.
IV. O resumo executivo contém as principais partes do Plano de Negócios, tornando-o ponto central do plano.
Com base no livro, está CORRETO o que se afirma em:

Escolha uma:
a. I, II e IV, apenas.
b. III e IV, apenas. C
c. I, II, III e IV. 
d. II, III e IV, apenas.
e. I, apenas.

7 - O mix de marketing representa a empresa e lhe confere capacidade de concorrência. Apresentam-se, dessa forma, quatro variáveis (1) Produto, (2) Preço, (3) Promoção e (4) Praça indispensáveis para que uma empresa possa trabalhar com seu mercado, atuar nele, estar nele representada. Na classificação produto, temos bens de consumo. Sobre bens de consumo assinale a alternativa correta.
I. Bens de conveniência: são produtos rotineiros, de compra diária e preços baixos.
II. Bens de Especialidade: possuem características exclusivas, e são encontradas em todos os lugares.
III. Bens não procurados: geralmente são produtos ou serviços que os consumidores só buscam diante de demandas específicas.
IV. Bens de compra comparada: comprados com menos frequência exigem uma comparação de preços ou atributos para a determinação da compra.

Escolha uma:
a. I, III e IV, apenas. X
b. I, II e IV, apenas.
c. I, II, III e IV.
d. II e III, apenas.
e. I e II, apenas.


8 - Analise a situação hipotética: Roberta acaba de se mudar para Palmas – Tocantins quando precisou de um dentista e recorreu aos vizinhos solicitando uma indicação. Ao chegar ao consultório odontológico se depara com uma estrutura física fantástica e com um bom atendimento. Ao sair da consulta logo pensou que valeu muito a pena a indicação. Ao analisar essa situação hipotética você se lembra das aulas e tem certeza que essa afirmação se refere ao marketing de serviço:
Escolha uma:
a. Intangibilidade X
b. Tangibilidade
c. Inseparabilidade
d. Perecibilidade
e. Variabilidade

9 - O Marketing atua em vários contextos de mercados como: institucional, comercial e social. Diante dessa afirmação, analise as asserções e assinale a alternativa correta.
I. Em época de Copa do Mundo, observamos vários estabelecimentos comerciais decorando suas fachadas e interiores de verde e amarelo.
PORQUE
II. A tendência é vender “nacionalidade” em outros países, pois ajuda conquistar torcidas e comercializar produtos nacionais.

Escolha uma:
a. As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não complemente a I.
b. As duas asserções são falsas.
c. A asserção I é falsa e a II é verdadeira.
d. As asserções I e II são verdadeiras e a II é um complemento da I.
e. A asserção I é verdadeira e a II é falsa. X

10 - Um dos primeiros modelos estratégicos foi chamado de matriz de crescimento foi proposto por Igor Ansoff, tal matriz sugere quatro caminhos para o crescimento de empresas que serão observados sob a óptica de empresas comerciais. Quais seriam esses caminhos?

Escolha uma:
a. Penetração de segmento; desenvolvimento de produtos; desenvolvimento de serviço; precificação.
b. Penetração de mercado; desenvolvimento de produtos; desenvolvimento de mercado; diversificação. X
c. Penetração de mercado, desenvolvimento de serviço, desenvolvimento de serviço, precificação.
d. Penetração de mercado; desenvolvimento de produtos; desenvolvimento de serviços; diversificação.
e. Penetração de segmento; desenvolvimento de serviços; desenvolvimento de mercado; diversificação

1 - Kotler (1998) afirma que consumidores ________ aumentam o faturamento da empresa. Eles exigem menos ____________ em comunicação e captação, além do que, conhecendo bem seus grupos de _____________, as empresas conseguem ofertar produtos e serviços mais adequados as suas preferências.
Diante do exposto, na sequência assinale a alternativa que preencha as lacunas corretamente. 

Escolha uma:
a. Leais, investimento, colaboradores.
b. Legais, investimento, consumidores.
c. Leais, investimento, consumidores. X
d. Legais, durabilidade, colaboradores.
e. Legais, durabilidade, amigos.


2 - As empresas procuram avaliar constantemente seu desempenho e sua posição no mercado em que estão inseridas, e esse exercício passa pela análise ambiental externa, ou macroambiente, que tem grande importância em compreender como os fatores variáveis desse ambiente interferem nas ações da empresa. Sobre esse assunto, podemos afirmar:
Leia as afirmações e assinale a alternativa correta.

I - O ambiente político-legal reserva para a empresa a análise e o entendimento das leis e a sua aplicação, porém não chega ao ponto de afetar o incentivo de bens e serviços. Serve para que a empresa saiba o que pode e não pode fazer no mercado.

II - O ambiente sociocultural são fatores como as crenças, valores e normas que uma sociedade possui em relação às pessoas, às organizações, à natureza, à comunidade e que influenciam na decisão de compra por parte de um consumidor.

III - A modernidade de uma empresa depende dos avanços tecnológicos que são empregados, cujos recursos provêm de um ambiente externo, mas que devem ser constantemente estudados pelos profissionais.
IV - Como análise do ambiente demográfico, uma empresa que tem um produto destinado a um perfil de público-alvo, não deve adaptar o produto caso esse perfil envelheça.

Escolha uma:
a. I, II e IV, apenas.
b. II e III, apenas. X
c. I, III e IV, apenas.
d. I, II, III e IV.
e. I e II, apenas.

3 - O marketing é o grupo de ferramentas que uma empresa utiliza para desenvolver a oferta de seus bens e serviços objetivando o retorno necessário para o crescimento sustentado da organização. Para Drucker (apud Kotler, 2000, p. 30) a meta do marketing é “conhecer e compreender tão bem o cliente que o produto ou serviço se adapte a ele e se venda por si só”. O autor está se referindo? Assinale a alternativa correta.
Escolha uma:
a. Orçamento de Marketing
b. Funções de marketing
c. Planejamento de Marketing C
d. Variáveis de Marketing
e. Composto de Marketing 

O planejamento de marketing nada mais é do que um documento escrito que detalha todas as ações necessárias para poder atingir um ou mais objetivos de marketing.

Essa atividade está introduzida na ideia de que o segredo do Marketing é conhecer o seu consumidor e criar um produto a partir de um planejamento que se adeque a vontade do consumidor e com isso consiga então vender por si só.

Os planos de Marketing devem ser elaborador com uma estratégia sólida do perfil do consumidor ou do mercado como um todo, caso contrário ele terá pouca ou nenhuma utilidade.


4 - Após as compras ou o output, os consumidores tendem a fazer avaliações do que compram. A satisfação ou insatisfação está atrelada a esta fase em que houve a experimentação ou a experiência de consumo. Avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I. Daniel levou seu carro para revisão pela primeira vez, pagou o preço solicitado e após buscar seu carro recebeu uma ligação da concessionária perguntando sua satisfação com o serviço. Eis uma ação de pós venda.
PORQUE
II. A não satisfação com o serviço prestado fez com que Daniel reclamasse do alto preço pago por serviços que ele nem sabia se havia sido feito. Garantiu que não faria mais suas revisões na concessionária.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.

Escolha uma:
a. A asserção I é verdadeira e a II é falsa. 
b. As asserções I e II são verdadeiras e a II é um complemento da I. C
c. As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não complemente a I.
d. A asserção I é falsa e a II é verdadeira.
e. As duas asserções são falsas.

5 - Julgue como verdadeira (V) ou falsa (F) cada uma das afirmativas apresentadas a seguir:

(   ) Relacionamento Básico: venda básica, o relacionamento fica pautado na qualidade somente no produto, a intenção não é fidelização do cliente.
(   ) Relacionamento Reativo: além da venda há um estímulo para trocas ou orientações quanto ao uso.
(   ) Relacionamento Responsável: somente o vendedor que atendeu o cliente pela primeira vez, poderá manter contato com o mesmo.
(   ) Relacionamento Proativo: o pós-venda é mais amplo e envolve mais de um contato, inclusive para comunicar atualizações ou outras formas de uso do produto ou serviço.

Escolha uma:
a. V; V; F; F
b. V; F; V; F
c. F; V; F; V X
d. V; F; F; V
e. F; V; V; F

6 - Mesmo em 2018 o “Supermercado Vida Saudável” acredita que a entrega de folhetos nas residências ainda é um método eficiente de apresentar as promoções aos consumidores a fim de atraí-lo em seu estabelecimento. Quando analisamos essa situação hipotética, lembramos que em especial a distribuição e promoção são caracterizadas por tipologia de marketing. Sendo assim, assinale a alternativa que corresponde ao tipo de marketing realizado pelo “Supermercado Vida Saudável”’.

Escolha uma:
a. Marketing Básico
b. Marketing de Relacionamento
c. Marketing Responsável
d. Marketing Direto X
e. Marketing de Rede

7 - (Enade 2015) Uma importante rede de supermercados entrou na onda de food truck, mas com uma abordagem saudável e sustentável. Algumas lojas receberão um caminhão que oferecerá aulas grátis de culinária com foco em alimentação saudável. A estrutura do food truck buscou soluções de menor impacto ambiental. O veículo conta com um sistema para geração de energia solar e captação de água das chuvas para reutilização nas lavagens do caminhão. Utiliza biodiesel como combustível, possui móveis certificados, cestos de coleta para reciclagem e um teto verde, que se transformará em uma horta no decorrer da ação. Dispoível em: http://www.meioemensagem.com.br.Acesso em 4 jul.2015 (adaptado).
A partir das informações apresentadas no texto e considerando o estudo do comportamento do consumidor e suas novas exigências no que diz respeito a hábitos e costumes, avalie as afirmações a seguir.
I.              A rede de supermercado investe na gastronomia de rua e no caminhão sustentável como diferencial competitivo porque essas são duas tendências exigidas pelo consumidor moderno.
II.            O caminhão sustentável é uma solução inovadora para a redução do uso de recursos naturais, como água, petróleo e energia elétrica, o que evita maiores danos ao meio ambiente e vai ao encontro de exigências de consumidores conscientes.
III.           O cidadão que adota medidas para economizar os recursos naturais, opta por uma alimentação orgânica e menos industrializada e preocupa-se com o futuro do planeta e das próximas gerações pode ser denominado consumidor consciente.
É correto o que se afirma em:

Escolha uma:
a. II e III apenas.
b. I e II, apenas.
c. III, apenas.
d. I, II, III. X
e. I, apenas.

8 - Quando analisamos todas as empresas concorrentes que uma empresa tem no mercado, estamos analisando qual área do Macroambiente? Assinale a opção correta.

Escolha uma:
a. Ambiente Tecnológico.
b. Ambiente Político-Legal.
c. Ambiente Demográfico.
d. Ambiente Sociocultural.
e. Ambiente Competitivo. X

9 - Com a evolução da tecnologia, a sociedade muda seu comportamento e faz com que grandes empresas se adaptem ao comportamento do consumidor. Um bom exemplo é “O Boticário” que mudou o canal de distribuição sendo e-commerce e venda porta a porta. Assinale a alternativa que corresponde ao ajuste realizado no canal de distribuição da empresa “O Boticário”.  

Escolha uma:
a. Conflitos de Canal X
b. Mudanças estratégicas como Fusões e aquisições
c. Mudanças no composto de marketing
d. Novas Linhas de Produto
e. Levar um produto existente para novos mercados 

10 - Atualmente a sociedade vive na era da informação, cada vez mais rápida e em constante evolução. Diante desse contexto se faz necessário uma adaptação a essa realidade, de forma a melhorar a comunicação entre marca e consumidor. Conforme Segundo Dias (2003) e Kotler (1998), o plano de comunicação em Marketing é parte do plano estratégico de marketing, portanto deve estar alinhado com os objetivos e estratégias definidos nesse documento. Sobre o Plano de Comunicação assinale a alternativa correta.

I.              O objetivo da comunicação é identificar o que realmente a empresa almeja para determinar as diretrizes estabelecendo uma comunicação eficiente.
II.            Entender quem é o público, os hábitos, seus interesses são pontos importantes para entendermos as formas, mensagens e tipos de comunicação a serem utilizados.
III.           O Canal de comunicação mais eficaz é o rádio, pois em algum momento todas as pessoas tem acesso.
IV.          A seleção do canal de comunicação a ser utilizado, é determinada especificamente pelas áreas de atuação de cada segmento.

Escolha uma:
a. I, II, III e IV.
b. I, II e IV, apenas. 
c. II e III, apenas.
d. I e II, apenas. C
e. I, III e IV, apenas.

1 - De acordo com o livro, o modelo do plano de marketing deve constar informações descritas pelos empreendedores (empresários), como por exemplo, a visão do plano, principais metas e dados básicos sobre o produto e público-alvo. Sendo assim, é CORRETO afirmar que essas informações devem estar presentes no (a):

Escolha uma:
a. Sumário.
b. Análise do Mercado.
c. Capa.
d. Sumário Executivo. X
e. Análise Estratégica.


2 - A análise do mercado é o momento do Plano de Marketing em que o empreendedor (empresário) irá pensar sobre o mercado e seu público-alvo. O empreendedor deverá exaurir as informações sobre os seus clientes e concorrentes. Sendo assim, com base no livro, assinale a alternativa correta:
I - Quais são as oportunidades e ameaças (riscos) do mercado acerca das tendências.
II – Onde os consumidores dos produtos ou serviços moram.
III - Qual o perfil do comprador dos meus produtos.
IV - Que preço paga, atualmente, por esse produto ou serviço similar.

Escolha uma:
a. I, apenas
b. II, III e IV, apenas
c. I, II e IV, apenas
d. I, II, III e IV. X
e. III e IV, apenas

A análise do mercado é o momento do Plano de negócio em que o empreendedor irá pensar sobre o mercado e seu público-alvo. O empreendedor deverá exaurir as informações sobre os seus clientes e concorrentes.


3 - Roberta está elaborando o Plano de Marketing da sua empresa e começo a identificar fatores como: mercado-alvo, tendências de consumo e comportamento. Sendo assim, de acordo com o livro, podemos afirmar que José está realizando a elaboração do(a):

Escolha uma:
a. Sumário Executivo
b. Plano Operacional
c. Análise Estratégica
d. Situação do Mercado X
e. Orçamento detalhado


4 - Analise a situação hipotética: A L&S Assessoria Contábil SS Ltda. é uma empresa privada que tem como objeto a prestação de serviços contábeis. como:  Contabilidade: escrituração contábil (livro diário e razão), elaboração de demonstrações financeiras, balancetes de verificação e análises contábeis; Área Fiscal: planejamento tributário, apuração e preparo de guias de recolhimento de tributos, elaboração das declarações em todos os âmbitos (federal, estadual e municipal), atendimento à fiscalização, escrituração de livros fiscais, parcelamentos, compensação de tributos e etc.; Área de Recursos Humanos: Confecção de folha de pagamento, gestão de recursos humanos, atendimento à fiscalização e outras: Abertura, legalização e avaliação de empresas. Está almejando abrir um escritório em cada estado Brasileiro. Para tanto contratou uma agência de Marketing e Propaganda para ajudá-los no desenvolvimento do planejamento da divulgação da empresa.
Analisando esta história hipotética você se lembra dos tipos de mercado que estudamos na disciplina e tem certeza que a prestação de serviço de um escritório de contabilidade se refere a:

Escolha uma:
a. Mercado revendedor
b. Mercado Empresarial. X
c. Mercado de bens e consumo.
d. Mercado Institucional.
e. Mercado Governamental.

5 - Carlos Alexandre tem a preferência de tomar café expresso na padaria “Bom Sabor”. Toda às vezes lhe é oferecido para acompanhar o café expresso, uma bolacha amanteigada e água com gás como cortesia do estabelecimento.  Ao analisar essa situação hipotética, você se lembra das aulas de Introdução ao Marketing sobre os níveis de produto. Sendo assim, assinale a alternativa que corresponde o nível de produto oferecido pela padaria “Bom Sabor”:

Escolha uma:
a. Produto central
b. Produto esperado
c. Produto básico
d. Produto potencial X
e. Produto ampliado

6 - A palavra marketing é usada para expressar a ação voltada para o mercado. Entende-se, portanto, que a empresa que pratica o marketing tem o mercado como a razão e o foco de suas ações (LIMEIRA, 2012). Assim, é de responsabilidade dos profissionais de marketing conhecer o mercado, o que envolve, entre outras coisas, o estudo da concorrência e do comportamento do cliente. Com base no contexto, assinale a alternativa correta.


Escolha uma:
a. As empresas precisam ter foco no cliente com maior ênfase do que na própria empresa.
b. Conhecendo o mercado e a qualidade dos concorrentes, observando-os de forma constante, as empresas procuram tornar os seus produtos competitivos e diferenciá-los dos demais que são oferecidos no mercado. X
c. A rentabilidade de uma empresa está diretamente ligada ao volume de produtos comprados pelo cliente, o que justifica a necessidade de conhecer o cliente e entender o seu comportamento.
d. Uma empresa não precisa manter relacionamento constante com o cliente, pois a percepção da vantagem competitiva garante a fidelidade desse cliente.
e. A vantagem competitiva está relacionada diretamente ao monitoramento junto aos clientes.


7 - O Plano de Marketing é uma ferramenta extremamente importante para o empresário, uma vez que possibilita pensar em alinhar a estratégia organizacional, construir um documento que descreva o conceito e as particularidades do negócio. Dessa forma, com base no livro, julgue as afirmações como verdadeiras (V) ou falsas (F):
 (  ) O Plano de Marketing apresenta a limitação de ser útil apenas para a abertura de novos mercados.
(  ) O Plano de Marketing poderá ser utilizado para definir objetivos financeiros e mercadológicos
(  ) O Plano de Marketing, após as definições estratégicas, o gestor deverá desdobrar as ações necessárias para colocar em prática as propostas

(  )  O empresário deverá manter o Plano de Marketing sob sigilo, para que a sua ideia de estratégia não seja roubada ou copiada.
Marque a alternativa que apresenta a ORDEM CORRETA:

Escolha uma:
a. V; F; V; F
b. F; V; F; V
c. F; V; V; F X
d. V; V; F; F
e. V; F; F; V

8 - Vimos no livro que as empresas podem optar por canais diretos ou indiretos. Consideramos um canal direto quando uma empresa opta por vender diretamente aos seus clientes, sem intermediários. Assinale a alternativa que apresenta exclusivamente formatos de empresas varejistas.
Escolha uma:
a. Lojas de especialidades, lojas de departamentos e lojas de variedades. X
b. Supermercado, varejo sem loja e distribuidora.
c. Lojas de descontos, varejista de balcão e hipermercados.
d. Atacado autosserviço, lojas de fábrica e supermercados.
e. Lojas de conveniência, varejista de balcão e varejo sem loja.


9 - Estratégia de ___________ onde o preço entra alto, posicionando o produto em uma ótica de qualidade ____________ e estimulando a aspiração do produto, em seguida os ________ vão abaixando e possibilitando mais consumidores aderirem à marca e se tornarem fiéis.

Diante do exposto, na sequência assinale a alternativa que preencha as lacunas corretamente.

a)    Penetração, mantém, custos.
b)    Desnatação, baixo, custos
c)    Desnatação, mantém, preços
d)    Penetração, excelente, preço.
e)    Desnatação, excelente, preço. X

Escolha uma:
a. Desnatação, mantém, preços
b. Desnatação, baixo, custos
c. Penetração, excelente, preço.
d. Desnatação, excelente, preço. X
e. Penetração, mantém, custos.

10 - No Plano de Marketing na seção “concorrentes” descrevemos _____________ e ____________________ de mercado, análise, relação a preço, qualidade e outros atributos relevantes para o _____________________.
Diante do exposto, na sequência assinale a alternativa que preencha as lacunas corretamente.

Escolha uma:
a. Sua posição e participação, distribuidor.
b. Sua posição e participação, consumidor. X
c. Pontos fortes e fracos, consumidor.
d. Pontos fortes e fracos, distribuidor.
e. a)    Ameaças e oportunidades, distribuidor.

1 - O ambiente de Marketing está dividido em análise de microambiente, aspectos internos e externos. Diante desta afirmação analise a situação hipotética: "Suzana é gerente de uma loja de produtos importados e conforme os recorrentes aumentos no dólar, ela não está conseguindo manter os baixos preços de seus produtos, uma característica da empresa". Sendo assim, analise a situação hipotética e assinale a alternativa que representa melhor a variável do Macroambiente:

Escolha uma:
a. Tecnológica.
b. Demográfica.
c. Sociocultural.
d. Político-Legal.
e. Econômica X

2 - O modelo do ciclo de vida dos produtos permite aos gestores de marketing planejar suas estratégias de acordo com os diferentes estágios do ciclo em que o produto se encontra. Um produto percorre quatro fases distintas ao longo de sua presença no mercado: (1) introdução, (2) crescimento, (3) maturidade e (4) declínio. Sobre o Ciclo de Vida do Produto (CVP), assinale Verdadeiro (V) ou Falso (F):

(   ) Um produto lançado há dois meses por uma empresa alcançou a fase de maturidade, pois conseguiu aumentar as suas vendas, mas com margem de lucros pequena.

(   ) Quando o produto atinge a fase de declínio a empresa tem duas opções possíveis, reinvestir para tentar recuperar o produto em questão ou desistir desse produto providenciando sua retirada e/ou substituição no mercado.

(   ) Na fase de introdução do produto no mercado, em geral, a empresa tem altos custos, pois precisa investir, dentre outras coisas, em comunicação para tornar o produto conhecido pelos consumidores.

(  ) Na fase de crescimento a empresa se estabiliza para se manter competitiva no mercado não havendo necessidade de fazer novos investimentos no produto lançado.

Escolha uma:
a. V; F; F; V
b. V; F; V; F
c. V; V; F; F
d. F; V; F; V
e. F; V; V; F X

4 - Segundo o livro, durante a elaboração do plano de marketing, o empreendedor poderá utilizar a ferramenta conhecida como o composto de Marketing: gestão de produto, gestão de marcas e embalagens, gestão de comunicação em marketing. Dessa forma, analise as informações e assinale a opção CORRETA sobre essa ferramenta:

Escolha uma:
a. A promoção se preocupa com o desenvolvimento da logo e embalagens dos produtos.
b. O P da promoção é utilizado para determinar de forma estratégica e financeira os valores que serão praticados na negociação dos produtos.
c. O preço por sazonalidade pode ser exemplificado pelos descontos concedidos a estudantes, idosos e crianças.
d. O P do produto deve utilizar a pesquisa de mercado para que os atributos dos produtos estejam de acordo com o desejo dos consumidores. X
e. A distribuição tem a função de lembrar aos clientes a existência dos produtos e serviços oferecidos.

5 - Cocriação, descartabilidade, cultura beta, engajamento e mashup. Estas são algumas das características do Marketing Contemporâneo. A tecnologia foi a principal responsável por ampliar o leque de ferramentas de Marketing na mesma proporção em que o consumidor mudou. Agora, cabe aos profissionais saberem aplicá-las para manter um relacionamento consistente entre clientes e marcas, seja ele virtual ou real, e, claro, vender da melhor forma possível.
Considerando o marketing contemporâneo e segundo kotler (1998), associe as duas colunas, relacionando os modos de comunicação com seus respectivos fundamentos.


(1)  Venda Pessoal
( ) o objetivo é criar relacionamento e orientar mais tecnicamente sobre os potenciais usos dos produtos ou serviços.
(2)  Marketing Direto
( ) uso de meios indiretos para mobilizar o consumo, exemplos: eflyers, folders, ações por telemarketing etc.
(3)  Propaganda:
( ) forma paga de divulgar seu produto por meio de mídias variadas. É uma forma interessante para alcançar grandes volumes de potenciais clientes.
(4)  Promoção de Vendas
( ) tem como objetivos comunicar e incentivar o uso do produto ou serviço.

Escolha uma:
a. 1,3,2,4
b. 2,4,1,3
c. 2,3,1,4
d. 1,4,1,3
e. 1,2,3,4 X

9 - As empresas trabalharão com estratégias diferenciadas para cada mercado, existem algumas diferenças na aplicação do composto de marketing (produto, preço, praça – distribuição, promoção) e para o mercado de consumo e para o mercado de negócios. Tendo como base essa afirmação, leia as afirmativas abaixo:
I. Uma adolescente de família classe A, que precisa manter seu status de “garota rica” em seu colégio, compra suas roupas pensando somente nas promoções.
II. Um casal cujo filho recém-nascido está com febre, precisa comprar um termômetro urgente, a escolha da farmácia levará em conta a praça.
III. Consumidor de negócios envolve todas as empresas de diferentes setores, inseridas neste mercado, buscando analisar como o composto de marketing poderá lhe beneficiar.
IV. Um jovem rapaz que sempre sonhou em impressionar a garota dos seus sonhos compra um carro bacana para reforçar sua imagem sem pensar no preço.
É correto que se afirma em:

Escolha uma:
a. II e III, apenas. X
b. I, II, III e IV.
c. I e II, apenas.
d. I, II e IV, apenas.
e. I, III e IV, apenas.


10 - Independente do tamanho de seu ___________, ter um bom plano de marketing ajuda a valorizar a sua empresa. O planejamento de marketing auxilia no _____________ de gastos e no registro de ações para __________ o número de vendas, por exemplo.
Diante do exposto, na sequência assinale a alternativa que preencha as lacunas corretamente.

Escolha uma:
a. Olhar, processo, diminui.
b. Olhar, processo, diminui.
c. Negócio, controle, manter.
d. Olhar, controle, aumentar.
e. Negócio, controle, aumenta. X

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