quinta-feira, 19 de junho de 2014

MANUAL DE CONTAÇÃO DE HISTÓRIA



MANUAL DE CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS

Projeto

Titulo: O Patinho Feio

Faixa etária: 6 (seis) a 9 (nove) anos (Séries Iniciais do Ensino Fundamental).

Objetivo compartilhado com os alunos (produto final)
Ler a história do patinho feio, junto com os alunos fazendo-os entender a importância da aceitação do outro mesmo com suas diferenças, mostrar que nas nossas diferenças nos tornamos únicos e assim cada um tem a sua beleza. Realizar a reescrita da história substituindo os trechos em que o pato feio é menosprezado baseando-se na aceitação do outro.

Justificativa
A intenção do trabalho com este projeto e propiciar ao aluno o contato com a leitura e a escrita a priori. No segundo momento demonstrar a importância de valores como o respeito, aceitação e as diferenças.

O que se espera que os alunos aprendam
1. Realizar uma leitura com compreensão;
2. Aprender as características de uma fábula como, por exemplo, a moral da história, os animais falantes e etc;
3. Saber reconhecer os falantes;
4. Produção de textos individuais para apresentação do conhecimento adquirido;
5. Procedimentos de revisão de texto;
6. Execução do trabalho pedido.

O que o professor deve garantir no decorrer do projeto
1. Compreensão e entendimento;
2. Incentivo a leitura e a escrita;
3. Disponibilizar os materiais necessários;
4. Inclusão e participação de todos os alunos;
5. Analise e entendimento do conteúdo desenvolvido.

Etapas previstas
1. Apresentação da história;
2. Leitura da história
3. Discussão dos pontos principais da história;
4. Explicação de porque ocorrem os fatos na história;
5. Roda de conversa para discussão dos trechos a serem retirados.
6. Reescrita do texto, sem os trechos negativos;
7. Leitura dos novos textos produzidos.

Aula-tema 06: Procedimentos que auxiliam a avaliação do professor ao trabalhar com as histórias.

Texto: As finalidades dos procedimentos de avaliação para o professor.
Para o professor os procedimentos de avaliação devem ser de acordo com a modalidade de educação em que está inserido. Desta forma o professor quando na educação infantil a avaliação é feita através de registros e observação do desenvolvimento dos alunos, sem a cobrança de notas pelo mesmo.
Quando no ensino fundamental o papel do professor continua sendo o de registro observação, porém nesta etapa de ensino exige-se do aluno a nota para a sua avaliação desta forma o professor deve realizar avaliação escritas, para a composição da nota.

Texto: As finalidades dos procedimentos de avaliação para a criança.
Para a criança a avaliação é de fundamental importância no que se trata do aprendizado é na avaliação que o aluno toma consciência do que aprendeu ou não.
A avaliação não deve ser feita apenas de uma forma mais a diversificação das avaliações mostrará o concreto do aprendizado, por exemplo: existem crianças que não escrevem bem, porém são capazes de interpretar corretamente, desta forma a falha está na transcrição do que a criança aprendeu, então não se pode dizer que este aluno nada sabe, ele tem sim o seu conhecimento, para estes casos para que o aluno não saia prejudicado o ideal é que haja uma avaliação escrita e outra oral.
É de extrema importância mostrar ao aluno o seu erro, avaliar apenas com notas sem passar a eles o Feedback não ajudará na compreensão de nenhuma matéria.

Texto: As finalidades do Portfólio para os procedimentos de avaliação.
O uso do portifólio na educação tem como objetivo acompanhar o processo de aprendizagem e desenvolvimento de cada aluno levando a participar do processo avaliativo. O Portifólio é construído ao longo do ano como estratégia tem o seu fechamento bimestral.
O portifólio deve ser organizado em pasta com folhas plásticas, nele fazem parte os seguintes documentos: Ficha de identificação da criança, lista e foto com os nomes de todas as crianças da turma, relatório dos trabalhos realizados em cada bimestre, amostra dos trabalhos da criança com os comentários da professora e relatos do desenvolvimento afetivo de cada criança.
Com tudo isto o portifólio contribui na prática pedagógica, é bom enfatizar que construir portifólio é muito mais do que organizar uma pasta com amostras de trabalhos das crianças. Se todos da comunidade escolar estiverem conscientes da sua importância, terá em mãos um valioso instrumento de avaliação do processo de crescimento das crianças, das professoras, e da escola como um todo.

Bibliografia:
HOFFMANN, Jussara. Avaliação na pré-escola: um olhar reflexivo sobre a criança. Porto Alegre: Editora Mediação, 2000.
PERRENOUD, P. Avaliação. Da excelência à regulação das aprendizagens: entre duas lógicas. Porto Alegre: Artmed Editora, 1999.
HERNÁNDEZ, F. A avaliação na educação artística In Cultura visual, mudança educativa e projeto de trabalho. Porto Alegre: Artmed Editora, 2000.
SHORES, E. e CATHY, G. Manual de Portifólio - Um guia passo a passo para o professor. Porto Alegre: Artmed Editora, 2001.

Site:
https://docs.google.com/file/d/0B1lfOtr2UH-EOTlmMWVlNjYtNGFjMy00ZDM4LThjMGMtOWRhZGY0NDdiYzVh/edit?hl=pt_BR
https://docs.google.com/file/d/0B1lfOtr2UH-EMmE5ZGM0ZTAtMjlhYS00YTBkLWFjM2ItOTEyZTU2M2M0OTU0/edit?hl=pt_BR

Artigo científico a importância do contar histórias para crianças.
A Importância do Saber Contar Histórias Na Educação Infantil Ler histórias para crianças é poder sorrir, rir, gargalhar com as situações vividas pelas personagens, excitar o imaginário, é ter curiosidade respondida em relação a tantas perguntas, é encontrar idéias para solucionar questões. É uma possibilidades de descobrir o mundo imenso dos conflitos, dos impasses, das soluções que todos vivemos e atravessamos.É ouvindo histórias que se pode sentir emoções importantes como a tristeza, o pavor, a insegurança,a tranqüilidade e tantas outras mais.“É através duma história que se podem descobrir outros lugares, outros tempos, outros jeitos de agir e de ser, outra ética, outra ótica...É ficar sabendo História, Geografia, Filosofia, Política, Sociologia,sem precisar saber o nome disso tudo e muito menos achar que tem cara de aula...”.( ABRAMOVICH,1995, p. 17).A leitura é uma forma exemplar de aprendizagem, é um dos meios mais eficazes de desenvolvimento sistemático da linguagem e da personalidade. Favorece a remoção de barreiras educacionais, principalmente através da promoção do desenvolvimento da linguagem e do exercício intelectual, aumentando a possibilidade de normalização da situação pessoal de um indivíduo. A exposição à leitura das histórias no seio familiar durante os anos pré-escolares, leva muitas crianças ao sucesso escolar. As crianças que vivem num ambiente letrado desenvolvem um interesse lúdico com respeito às atividades de leitura e escrita, praticadas pelos adultos que a rodeiam. Esse interesse varia de acordo com a qualidade, freqüência e valor destas atividades realizadas pelos adultos que convivem com as crianças. Se uma mãe ler para seu filho textos interessantes e com boa qualidade, nota-se que estará transmitindo a ele informações variadas sobre a língua escrita e sobre o mundo. Isso é de suma importância para a criança, pois irá levá-la a interessarem-se cada vez mais pela leitura das histórias suas vidas. Ao adentrar no mundo escolar, a leitura não mais se realizará como na família, devendo sofrer modificações que são vitais para o desenvolvimento da aprendizagem. Para poder transmitir à criança uma visão clara do que se está lendo, o professor deverá ter algumas atitudes, tais como: Visualizar o livro para a criança, através da exposição das gravuras; Ler de forma liberal, porém clara e agradável, atraindo a atenção da criança;• Manter-se aberto para as perguntas das crianças, incentivando a troca de comentários sobre o texto lido.

O QUE DEVEMOS LER PARA AS CRIANÇAS
Nas transformações da leitura de histórias em atividades pedagógicas, a nossa preocupação maior é com a qualidade da leitura que iremos realizar para as crianças. Assim, a escolha dos livros deve ter alguns princípios básicos que possam garantir a eficiência do trabalho pedagógico, ou seja: a) qualidade de criação; b) estrutura da narrativa; c) adequação às convenções do português escrito; d) despertar o interesse da criança; e) simplicidade do texto;Isso nos garantirá, além de oportunizar o contato da criança com o uso real da escrita, levar a mesma a conhecer novas palavras, discutir valores como o amor e o trabalho, levá-los a usar a imaginação,tornando-os criativos e capazes de pensar.

Bibliografia
Site
http://pt.scribd.com/doc/6836020/a-importancia-de-saber-contar-historias-na-educacao-infantil

Projeto Griô: contação de histórias africanas
A professora Rita, citada no início desta reportagem, acredita piamente nisso. Ela criou o projeto Griô, palavra de origem africana que significa "contador de histórias", para valorizar a identidade racial das crianças. Em sua escola, 89 dos 150 matriculados são afro-descendentes, mas poucos conheciam a cultura de seus antepassados. De início, ela promoveu rodas de conversa, localizou a África num globo terrestre e apresentou Vovô Zezinho e Maria Chiquinha, um casal de bonecos pretos que virou mascote da turma. Rita escolheu sete contos que exploram a africanidade e associou cada um deles a uma atividade diferente.

Para o primeiro conto, Aguemon (Carolina Cunha, 54 págs., Ed. Martins Fontes), que trata do nascimento da Terra, ela trouxe para a escola sementes de várias texturas, cores e tamanhos.

Na segunda história, Xangô e o Trovão (Reginaldo Prandi, 64 págs., Ed. Cia. das Letrinhas), cada criança identificou as partes do corpo e as diferenças entre meninos e meninas.

Duas histórias do livro Irê Ayô: Mitos Afro-brasileiros, (Vanda Machado e Carlos Petrovich, 123 págs., EDUFBA) deram origem às seguintes atividades: após a fartura de A Terra Mexida e Plantada Dá Frutos, todos plantaram sementes no jardim para aprender que também as pessoas precisam de respeito e cuidados, e a história Ossain, o Protetor das Folhas, inspirou uma tarde de chás, produzidos com ervas da flora brasileira, com a participação dos pais.
Os familiares também foram mobilizados para ajudar na produção de panôs (um tipo de artesanato de origem africana em que vários retalhos, de diferentes tamanhos e cores, são reunidos para representar a diversidade) inspirados por Bruna e a Galinha d'Angola (Gercilga de Almeida, 24 págs., Ed. Pallas).
E funcionárias da escola ajudaram a fazer birotes nos cabelos das meninas depois que a professora leu para as crianças o livro As Tranças de Bintou (Sylviane Diouf, 32 págs,. Ed. Cosac Naify). Brenda, a que se achava feia, logo percebeu que existem vários padrões de beleza. O projeto exigiu muita dedicação de Rita, mas lhe rendeu o primeiro lugar no prêmio Educar para a Igualdade Social, promovido pelo Centro de Estudos das Relações do Trabalho e da Desigualdade em 2006. "Hoje, os pequenos se sentem mais seguros e respeitam mais os funcionários da casa", afirma a professora.

Bibliografia:
Site:
http://revistaescola.abril.com.br/educacao-infantil/4-a-6-anos/nao-ao-preconceito-422890.shtml?page=1

Recursos materiais que auxiliam o professor a contar histórias
Usar o próprio livro: Se a história for baseada em um livro com boas e fartas ilustrações, este poderá ser apresentado, apontando-se as figuras correspondentes ao momento da narrativa. O livro poderá ser utilizado com ajuda de um recurso que o exponha melhor. O cineminha que apresentamos em "Projetos" é um exemplo disso. “As folhas (originais ou cópias) são anexadas umas às outras, formando um ‘‘rolo de filme”, que é apresentado às crianças através da "tela" de uma caixa de madeira.

Gravuras: fazer uma seqüência de quadros (cópias ampliadas do próprio livro ou fotografadas, sendo nesse caso projetados em slides), que serão expostos à medida que a narração evolua.

Figuras sobre o cenário: o cenário será um quadro básico, e as figuras (talvez cada personagem em algumas posições diferentes) irão compondo as cenas conforme o desenrolar. As figuras poderão ser presas com tachinhas, ou ser do tipo velcômetro (modernização do flanelógrafo, também apresentada em "Projetos").

Fantoches: São muito apreciados pelas crianças e podem ser usadas por mais de um narrador. Outra vantagem é que se pode ter o roteiro escrito, o que facilitará a tarefa. Os fantoches também podem ser usados de forma interativa com as crianças, elas mesmo manuseando-os, ou mesmo fazendo os bonecos de cartolina com roupas de papel crepom.

Teatro de sombras: Uma luz projeta figuras em uma superfície opaca. A sombra de bichinhos feita com as mãos exerce grande fascínio sobre as crianças e com figuras recortadas não é diferente. Elas são muito fáceis de fazer e a apresentação pode conter músicas e efeitos especiais.

Dobraduras: Outra arte que pode representar tantas figuras quanto nossa imaginação 
possa alcançar. É verdade que não é uma técnica acessível a todos, mas há os que fazem... e o efeito é surpreendente! Proporciona uma boa interação com as crianças quando a narrativa acompanha a sucessão de dobraduras feitas por elas.

Maquete: Também alcança resultado. E é mais simples do que parece: uma floresta de papel crepom, uma casinha de papelão e pequenos bonecos de feltro comandados por um contador habilidoso operarão maravilhas.

Bocões: (tipo ventríloquo): São bonecos grandes que ficam sentadas no colo do narrador. Pode ser só um (uma vovó, um duende, etc.), que contará a história. Ou tantos personagens quantos houver na história. As crianças ficam encantadas com o efeito e praticamente esquecem-se do narrador, que pode se aproveitar deste efeito de forma hábil.

Marionetes: São bonecos comandados por fios presos na cabeça, nas mãos e nos pés. A cena desenrola-se no chão e os operadores ficam colocados atrás de um pequeno cenário. As histórias com bastante movimento, engraçadas, são as que melhor se ajustam a esta técnica. Como os bonecos são esguios, eles se prestam às mais diversas caracterizações e podem, inclusive, trocar de roupa conforme a cena.

Bibliografia
Site
http://alfabetizacaoecia.blogspot.com.br/2009/10/recursos-para-contacao-de-historias.html

Nenhum comentário:

Postar um comentário

IMAGENS